Monthly Archives: Março 2014

A segunda vaga de livros da Grande Aventura de Livros Grátis da Presença

Boa Tarde 🙂

E chegaram entretanto (ainda não todos) mais uns livrinhos da Presença:

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Ainda aguardo 3. Foi mesmo uma alegria poder ter livros a Low Cost. Não sei quando puderei novamente comprar livros, o orçamento familiar está muito apertado, ficam estes de recompensa.

Mais uma vez muito obrigado Presença, pela oportunidade!

 

Oceanos do Espaço – O Início

Como primeira participação minha neste blog aqui deixo o primeiro conto editado da minha autoria.

Relembro que o mesmo foi publicado em circuito escolar ainda em 1998 e desde então não sofreu qualquer alteração.

Espero que seja do agrado de todos.

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Estamos no século XXX e há já alguns séculos que o Homem faz viagens interestelares e intergalácticas. Propagou-se através de  várias colónias disseminadas pelo cosmos e estabeleceu contactos e relações com outros seres inteligentes. Sempre sedenta de poder e de conhecimento tecnológico, a nova sociedade devotou-se completamente ao Espaço durante décadas.

Mas este exagero desmesurado já era de mais para alguns intelectuais, que a certa altura, fartos do conceito Espaço se enclausuraram nas bibliotecas, efectuando uma busca frenética de algo que pudessem realizar, que não beneficiasse a sede de poder, mas que fosse importante culturalmente e que lhes permitisse realizar um sonho acalentado por todos: Serem pioneiros!

Na Terra, a metrópole e centro governamental da Liga Estelar, certo dia, como que por acaso, encontram-se todos na mesma biblioteca.

As bibliotecas ainda eram assim designadas devido ao facto de conterem várias publicações em livro que apesar de tudo resistem às novas tecnologias por exigência de muitos leitores devido ao gosto que tinham em folhear um livro, apesar destes constituírem o principal conteúdo, possuiam também uma enorme base de dados imformática com cópias digitais de quase todas as obras publicadas até então, além de permitirem o acesso às bases de dados das diversas universidades e institutos de investigação espalhados por esse universo fora.

Cada um já desconcertado à sua maneira devido ao falhanço geral das suas pesquisas, pois parece não haver nada por realizar. No entanto alegram-se um pouco quando se encontram com os seus pares. Depois de feitas as apresentações e as saudações . . .

—    O quê, não me digam que não sou o único farto do Espaço! – exclamou surpreendido um dos presentes.

—    Pelos  visto não. Já agora, será que estamos aqui todos com o mesmo objectivo?

—    Eu pelo menos ando a ver se encontro algo diferente para poder fazer.

—    Eu também. – disse um – Tal como eu. – gritou outro, e assim sucessivamente.

—    E será que ao menos algum de vocês teve sucesso na sua pesquisa?

—    . . . ? ? ? – ninguém respondeu pois nenhum deles tinha atingido a sua meta.

—    AI! Que será da nossa vida? O que iremos fazer?

—    Boa pergunta, mas . . .

Apesar desta angustia que sentiam devido à falta de algo para poderem realizar, não se demoveram, antes pelo contrário, pois agora podiam trabalhar em conjunto na busca de uma solução, razão pela qual começaram um grande festejo e uma animada discussão sobre as estratégias a seguir.

Entretanto, a bibliotecária, depois de várias reclamações reparou numa certa  animação em que se encontrava um grupo e depois de várias advertências resolveu intervir.

—    Os senhores desculpem, mas já pedi várias vezes que se acalmassem por isso sou obrigada a convidá-los a sair o mais rapidamente possível da biblioteca, pois estão a importunar os outros leitores e isto deverá ser um local pacato. Por isso, seus arruaceiros, façam o favor de sair antes que chame a polícia.

—    Pronto, tenha calma, nós estávamos já de saída pois não somos pessoas de frequentar estas pocilgas.

—    Francamente ! Ponham-se já na rua. E já agora escusam de cá voltar. – responde a bibliotecária indignadíssima e pegando numa vassoura, que provavelmente foi herança de familia pois hoje em dia já só existiam mini aspiradores, vai enxotando o grupo para a rua.

Já na rua um deles vira-se para a senhora e com ar de gozo desafiando os outros membros do grupo diz:

—    Os amigos já me viram as linhas desta jovem ? Não é nada de se deitar fora, que tal levámo-la connosco para uma festarola de luzes apagadas ?

—    Seu . . . Seu . . . – indignadíssima e vermelha que nem um tomate atira-lhe cheia de raiva com a sua relíquia, fechando de seguida a porta atrás de si.

—    Bom, está visto que a senhora não está de bom humor. – e esfrega a cabeça onde lhe acertou a vassoura.

—    É bem feito, não devias ter ido longe de mais. Mas foi uma cena linda de ver. Já que ela não quer nada connosco eu convido-vos a todos a ir até minha casa para continuar a discutir ideias e também para celebrar o facto de estarmos juntos, mas sem a festa às escuras proposta aqui pelo nosso colega.

Pois nos dias que correm juntarem-se para discutir ideias é uma desculpa tão boa como outra qualquer para se realizar uma “pequena festarola” com os amigos.

Já a noite ia longa, bem como as festividades, quando alguém se deu ao trabalho de tentar apreciar a decoração da casa.

Cada parede era um mural a retractar uma cena marinha, existia por toda a casa réplicas de vários instrumentos e veículos Oceanográficos, existia também diversos modelos de variadas espécies marinhas, algumas já extintas e várias fotos de mergulhadores em acção e de um homem no seu barco.

E qual não foi o seu espanto quando, sem saber bem como, nota que toda a decoração da casa versa o mesmo tema, um homem e a sua paixão. Visto isto, chamou a atenção de todos os presentes para o facto e pediu ao dono da casa que explicasse o significado. Um pouco envergonhado com a excessiva atenção de que era alvo, o anfitrião ainda se mostrou renitente, mas lá acabou por ceder e procedeu à explicação pedida.

— A decoração da minha casa é a minha homenagem pessoal ao meu ídolo, o Sr. Jacques-Yves Cousteau, um grande oceanólogo do séc. XX e à sua paixão pelo mar que o levou não só a explorar os cinco Oceanos da Terra como também todos os mares, rios e lagos que por alguma razão merecessem a sua atenção. Deixando um inestimável legado até aos nossos dias, que infelizmente já está quase esquecido.

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Mal acabava de satisfazer a curiosidade dos presentes quando alguém brada repentinamente.

—         MAS É ISSO ! ! !  Aí está a solução para o nosso problema …

—         Isso o quê?!?! Pormo-nos a pintar quadros sobre os peixes é?

—         Qual pintar qual quê. Ouve-me mas é com atenção. Com toda esta corrida ao Espaço e a sua consequente exploração houve coisas que foram descuradas, como por exemplo a investigação marinha dos oceanos existentes nos diversos planetas onde o Homem pôs pé ou com os quais estabeleceu fortes relações. E será essa a nossa missão. Pois não se esqueçam que alguns desses “oceanos” fomos nós, os homens, que os criamos e desde então nunca foram alvos de estudo.

—         APOIADO ! ! ! – exclamaram uns – Bem Visto ! – gritaram outros.

E foi a partir deste entusiasmo todo que se deu inicio à Operação Oceanos.

Algum tempo depois, após muitas noites em claro e de uma árdua planificação, vamos encontrá-los completamente estafados mas imensamente felizes no, agora, Museu Oceanográfico Intergaláctico do Mónaco, o principal apoiante da Operação.

Mas os obstáculos sucediam-se inevitavelmente e uma das principais questões que se levantou logo desde o inicio, foi a de qual seria o veiculo que utilizariam na Operação e quais seriam os sistemas e instrumentos de apoio nele presentes, o que provocou uma grande discussão sem fim à vista. Até que um dos membros do grupo que estivera até então afastado da discussão começou freneticamente a escrever num papel gritando.

—    Façam o favor de se CALAREM ! Pois preciso de silencio para me concentrar.

Face a este anuncio, aqueles que estavam empenhados na discussão ficaram completamente mudos, olhando uns para os outros sem saberem o que fazer. Até que um ganhou coragem e interpelou o colega que se encontrava compenetrado a escrever no papel.

—    Olha lá? Mas tu queres fazer o favor de nos explicar o que é que estás para aí a fazer ou então deixas-nos continuar a discussão?!?!

—    Mas com certeza caro amigo, vocês podem discutir à vontade porque eu já arranjei a solução por isso façam favor. – e sai da sala deixando os colegas uma vez mais a olhar para o boneco.

—    É preciso ter lata.

—    Realmente . . . Isto não se faz!!!

—    Mas afinal o que é que se passa naquela cabeça???

—    Não sei, mas acho que devíamos averiguar.

—    Então vamos!

O grupo foi encontrar o membro dissidente agarrado ao computador, de volta de grafismos e outras coisas. À medida que ia consultando os rabiscos antes assentados numa folha. Já sem poderem mais, arrancam-no da cadeira e obrigam-no a contar tudo tin-tin por tin-tin.

—    Pronto calma, não nos enervemos. Eu falo! Eu falo! – apesar da situação, mantinha-se com ar de gozo e não o escondia.

—    Acho bem, mas sem brincadeiras, pois já não aguentamos mais.

—    Muito bem, a solução é o SpaceSub.

—    O QUANTOS ? ! ? ! ? ! – exclamaram todos.

—    SpaceSub.

—    Mas o que é isso ? ? ?

—    É a ligação de uma nave espacial com um submarino.

—    Ha!!! Mas se é uma nave espacial e um submarino, deverá ser muito grande, não é assim?

—    Sim, efectivamente assim é. E como tal, devido à sua enorme dimensão não se poderá comportar como um submarino normal. Agora preciso que os colegas me ajudem a achar a solução para este pequeno pormenor.

—    Pequeno pormenor, tu achas isto um pequeno pormenor??? Ra’s te parta’!!!

—    Bom, ao menos ainda temos um papel na criação do nosso veiculo . . .

Este pormenor veio a ser uma grande dor de cabeça, pois um veiculo com um diâmetro quase duas vezes o de um estádio de futebol teoricamente comportava-se esplendidamente em viagens espaciais mas não era tão manobrável debaixo de água em locais semelhantes à Fossa das Marianas.

Alguns dias depois, após muitas dores de cabeça, um dos cientistas absteve-se de participar na discussão que decorria. Tal alheamento, ao fim um certo tempo, começa a preocupar os colegas que entretanto tinham findado a discussão sem chegarem a qualquer solução possível, até que finalmente . . .

—    Meus amigos, temo-nos andado a matar para nada, pois a solução é bastante simples e . . .

—    Desculpa??? Como muito simples se ainda não chegámos a nenhum consenso!

—    Sim, eu sei disso, mas passo já a explicar a minha ideia. Logo que cheguemos ao destino, a nossa primeira tarefa será a de procurar um local onde possamos fundear em segurança, transformando assim o SpaceSub numa base submarina, a partir da qual procederemos a todas as operações de pesquisa.

—    Realmente é bem pensado, aliás como é que nos estava a escapar uma coisa tão simples, tendo em conta o material de que dispomos para a nossa operação.

—    Por falar nisso, quais são mesmo os materiais e dispositivos de que dispomos?

—    Bem, iremos dispor de dois submarinos com capacidade para quatro pessoas, dois mini submarinos para uma pessoa, 20 fatos de mergulho e 20 fatos espaciais com os respectivos apetrechos e o SpaceSub incluirá um laboratório ultra-sofisticado no interior.

—    Bom, e assim se esclareceu mais um pormenor e é menos uma dor de cabeça… Cheios de fé e preparados com todos estes “apetrechos” os nossos dez amigos encontravam-se virtualmente preparados para qualquer eventualidade que lhes pudesse surgir.

Passados alguns meses encontramo-nos de novo no Museu do Mónaco, agora transformado no quartel general da Operação Oceanos.

— O nosso contacto nas Caraíbas diz que estará tudo pronto dentro de uma semana conforme o previsto e pergunta que  nome se vai dar ao SpaceSub.

— Ora aí está uma coisa de que nos esquecemos. Então meus amigos que dizem?

—         …… – ninguém fala, ficou tudo sem reacção, até que…

—    JÁ SEI ! ! ! Nós começamos esta Operação inspirados pela vida e obra de Cousteau, então que tal usarmos o nome do seu barco?

—         BOA IDEIA, APOIADO!! Mas… Qual é o seu nome ? ? ?

—         Calypso. O SpaceSub vai se chamar Calypso.

Após esta conversa foi necessário voltar ao trabalho, pois faltava planear alguns pormenores de última hora relativos à partida. Tais como, o local da partida, quem daria o discurso, que tipo de entrevistas se dariam e mais preocupante, a resposta ao pedido que o Museu do Mónaco fez à equipa: o desejo de que antes de deixarem o Planeta dessem uma vista de olhos nos Mares Terrenos. Mas com estava previsto chegarem a Marte dentro de três meses e já estavam um pouco atrasados com o calendário tornou-se difícil corresponder a esta solicitação.

Algumas horas mais tarde, como resultado de uma acalorada discussão chegaram à seguinte conclusão: era imperativo dividir o grupo. Uma parte ficaria na Terra, enquanto que o resto iria para Marte, depois unir-se-iam em Neptuno antes de deixarem o Sistema Solar para sempre.

—    Muito bem, mas como é que vamos dividir o grupo? Dividimos o grupo ao meio, mas com que material é que fica cada parte, qual será a designação de cada parte e qual será o seu principal objectivo?

—    Bem, as designações para cada parte é fácil. Primeiro, passamos a designá-las por equipas. Assim a que ficar na Terra será chamada Equipa Azul e a que irá para Marte será chamada Equipa Vermelha.

—    Realmente é bem pensado. Mas que material fica com quem?

—    Bom, para sabermos isso primeiro temos que pensar no que iremos usar nesta nossa Operação. Mas pelo menos já sabemos uma coisa, a  Equipa Azul terá o apoio do barco de pesquisa do Museu do Mónaco o “Le Monde”. Enquanto que a Equipa Vermelha seguirá  para Marte com o SpaceSub.

—    De acordo, mas qual será a missão de cada equipa.

—    Em principio a missão da Equipa Azul será a de coordenar o reinicio da exploração marinha em diversos pontos da Terra, com o principal objectivo de comparar os resultados obtidos com os resultados legados por Cousteau e outros entusiastas da sua era. Enquanto que a Equipa Vermelha tem como missão tentar catalogar e estudar todos os animais marinhos existentes no planeta.

—    Como é isso, todos?!?!?!

—    Pois, é que após o projecto de terraformação de Marte . . .

—    Já agora, o que realmente foi o projecto de terraformação de Marte, ou melhor, o que se passou?

—    Pois, nunca ninguém explicou isso bem.

—    Então eu explico, desde o começo. Como sabem, finalmente no século XXII foi descoberta uma povoação de nativos de Marte.

—    Sim, o célebre caso em que muitos intelectuais desse tempo levantaram a questão de que o povo humanoide descoberto teria outra origem.

—    Isso mesmo. E como devem ter conhecimento, esse povo ficou contentíssimo por haver uma possibilidade de recuperar o ambiente de Marte.

—    Ah, eu recordo-me vagamente de ter visto um comentário sobre isso, em que os Marcianos contavam que outrora Marte tinha tido uma atmosfera semelhante à da Terra. Mas, há alguns séculos atrás, o estado dessa atmosfera começou a decair até lhes tornar a vida muito difícil. Desde essa altura a população Marciana tem vindo a decrescer drasticamente. Mas de que eu me lembre, nunca explicaram como é que se mantiveram escondidos durante tanto tempo dos nossos olhares.

—    Até hoje nunca se descobriu. Mas o que te recordas desse documentário está correcto. Dai a alegria deles quando lhes propusemos fazer a terraformação de Marte.

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—    Algo que eles concordaram plenamente e deu origem ao exílio Marciano.

—    Correcto mais uma vez. Esse exílio foi provocado pela razão de não poder estar ninguém no planeta durante o processo de terraformação.

—    Sim isso já nós sabemos, explica lá mas é como foi o processo.

—    Muito bem, o que consistia o processo de terraformação? Consistia na provocação do efeito de estufa em Marte, o que iria provocar o degelo dos glaciares existentes nos pólos do planeta . . .

—    E assim passaria a existir água no estado liquido .

—    O que levaria à criação de uma atmosfera mais aceitável cerca de cem anos depois, já com ecossistemas definidos e os mares e rios criados.

—    Mas, quando os Marcianos regressaram a Marte já encontraram todas as infra-estruturas necessárias à civilização erigidas, como é que isso aconteceu se durante o processo de terraformação não podia estar ninguém no planeta?

—    À que reparar num pequeno pormenor, é que os Marcianos decidiram regressar cento e sessenta anos depois, quando podiam ter regressado sessenta anos antes.

—    Ah! Então foi durante esses sessenta anos que se erigiram todas as infra-estruturas e se fez o ordenamento do território.

—    Certíssimo. Sim, e mesmo antes havia equipas de técnicos e cientistas tanto Marcianos como Terrestres que iam fazendo um acompanhamento do processo e provocando pequenas alterações. E foi durante esse tempo que se fez a repovoação do planeta com vida selvagem, e, é esta a parte que interessa à Equipa Vermelha.

—    Porquê? Esses tais cientistas não fizeram o levantamento das espécies?

—    Não, eles inseriram várias espécies terrestres de animais marinhos e previa-se que houvesse o reaparecimento de algumas espécies nativas.

—    Ha! Mas ninguém se lembrou de se ir fazendo um acompanhamento à evolução do processo, pois não?

—    Mais ou menos, é que tal não era possível face a um planeta inteiro a precisar de atenção. Por isso, de tal maneira é o desconhecimento da vida existente no Mar de Marte que ninguém vai à praia, quer seja Marciano ou colono.

—    Porquê?

—    Porque têm medo do que poderá surgir por entre a rebentação das ondas. Isto depois de terem desaparecido misteriosamente alguns dos primeiros cidadãos e terem sido mais tarde encontrados à beira mar pedaços dos seus corpos cheios de estranhas e desconhecidas marcas.

—    Resumindo e concluindo, vamos fazer uma caça ao Papão de Marte.

—    Isso não tem piada, mas infelizmente é quase verdade, só tem um pormenor, em vez de o matarmos, vamos-lhe tirar a fotografia.

Após o briefing das missões e objectivos de cada Equipa, todos concordaram que a partida de ambas deverá ser em simultâneo do mesmo local, visto que após a partida irão estar separadas durante ano e meio.

Uma semana depois ao largo da ilha de S. Miguel no arquipélago dos Açores, após uma aparatosa festa de despedida, iniciou-se a Operação Oceanos. Aos espectadores presentes depara-se um esplendoroso espectáculo, pois o “Calypso” era um engenho enorme, de forma circular, semi achatado, quase semelhante à mítica nave do filme Star Wars, a “Millennium Falcon”, mas com duas diferenças, tem o triplo do tamanho e uma cabina de observação de cada lado, mas tal como ela de um branco imaculado, quase celestial que encandeava o olhar.

Foi o mui digno Presidente da Direcção do Museu Intergaláctico do Mónaco, procedeu ao baptismo do “Calypso” e fez o discurso de despedida.

Senhores e senhoras, caros concidadãos do Universo. Estamos hoje aqui presentes para dar inicio à maior operação de exploração de todos os tempos, a Operação Oceanos. Inspirado nos entusiastas pelo Mar do século XX, que nos deixaram um inestimável legado cientifico, este grupo de cientistas e intelectuais dos nossos dias decidiu prosseguir a sua obra e leva-la ainda mais longe, aos confins do Universo se possível e aos nossos corações o amor e o interesse pelo Mar. Mas mantenhamos esta cerimónia curta e simples, por isso sem mais demoras declaro iniciada a Operação Oceanos e desejo boa sorte aos nossos heróis.

O publico presente deu urras e mais vivas no meio de uma grade ovação ao grupo “Calypso”, que sem mais demoras parte em direcção ao desconhecido.

Vinte dias passados após o inicio da Operação, a equipa Azul começa a divulgar resultados, Resultados esses que tiveram transmissão simultânea, ou quase, em todos os meios de comunicação, desde o HoloJornal e do WebJornal, passando pela RadioCerebral, até à Tv3D;

–    Hoje a Equipa Azul da Operação Oceanos divulgou um dos mais incríveis e inacreditáveis resultados apurados cientificamente ao longo da nossa História. O facto de  nos mares Terrenos algumas espécies dadas como extintas no séc. XX terem sido detectadas em várias explorações efectuadas por esta equipa. Passamos agora em directo para o “Le Monde” onde um dos membros da equipa nos irá explicar como isto é possível. . . Dr?

–    Bom, antes de mais nada muito boa noite, bom dia e boa tarde, consoante seja o caso, para todos. E agora quanto à sua pergunta, ainda não temos nenhuma explicação plausível para este acontecimento, apenas possuímos uma teoria.

–    Já agora Dr, pedia-lhe que no-la revelasse.

–    Muito bem. A razão apontada para o facto é a seguinte, devido ao progressivo cuidado que o Homem começou a prestar aos Oceanos e à calma que daí adveio, isto é, os Oceanos deixaram de estar saturados, gastos, e de certa forma mortos, por algum motivo ainda desconhecido, o código genético de muitas espécies dadas como extintas no século XX e mesmo antes, reapareceu em ínfimas formas de vida em nada semelhantes às originais, refazendo em poucos séculos a sua evolução, equivalente a milhares de anos desde o início da Terra.

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–    Mas isso é realmente possível Dr?

–    E porque não? Já vimos em outros planetas a rápida evolução e adaptação de várias espécies introduzidas, por isso e porque não o reaparecimento de algumas já extintas?

–    Sim, realmente e porque não? Muito obrigado Dr…

–    Eu é que agradeço.

–    E aqui têm senhores e senhoras, a noticia que fez estremecer o meio cientifico e que deixa antever muitas surpresas para a Equipa Vermelha. . . E por hoje é tudo, até amanhã com uma reportagem mais pormenorizada sobre este achado.

Entretanto a bordo do Calypso a Equipa Vermelha seguiu atentamente a entrevista á medida que empolgadissimos iam analisando os dados recebidos directamente da Terra enviados pelos seus colegas. Assim que terminou a entrevista reuniram-se todos para debater a teoria avançada pelos seus colegas e as implicações que poderia ter na sua missão e no que iriam encontrar. E foi com este pensamento fixo que entraram na fase final da viagem para Marte.

Este novo dado pôs toda a comunidade científica em polvorosa e conseguiu um dos objectivos subliminares da Operação Oceanos – fazer o mundo acordar para novas realidades e esquecer um pouco a questão do espaço como meio de negocio e poder. . .

Starters (Destinos Interrompidos) e Enders – Lissa Price – Opinião (spoilers Free)

Lissa Price 

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Estudou fotografia e escrita, mas o mundo acabou por ser o seu maior professor.

Andou com os elefantes no Botswana, nadou com pinguins nos Galápagos, viu o pôr do Sol num campo com duzentos nómadas em Gurajat na Índia. Foi cercada por centenas de búfalos-do-cabo na África do Sul e assistiu a um coro quase silencioso de uma centena de golfinhos selvagens na costa de Oahu. Dançou em cabanas de barro em casamentos na Índia e bebeu chá com a mais famosa personalidade viva no Kyoto.

Quando se sentou para escrever, percebeu que a mais surpreendente viagem estava dentro da sua cabeça.

Vive no sopé das colinas no Norte da Califórnia com o marido e os ocasionais veados.

Starters (Destinos Interrompidos, pela Planeta)

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Sinopse:
Venderia a sua juventude para sobreviver?
UMA RAPARIGA COM UMA TERRÍVEL ESCOLHA OS PAIS? MORTOS
O IRMÃO? DOENTE A SAÍDA? SER PAGA PARA SER OUTRA PESSOA EM QUEM PODE CONFIAR? NINGUÉM.
Callie tem dezasseis anos e vive com Tyler, o irmão mais novo, e Michael, um amigo, nos escombros da cidade de Los Angeles. Quando as Guerras dos Esporos rebentaram, matando todos aqueles que tinham mais de vinte anos e menos de sessenta, Callie perdeu os pais. Como muitos outros Iniciantes, teve de aprender a sobreviver, ocupando prédios desabitados, roubando água e alimentos, fugindo aos Inspectores e combatendo os Renegados. Para tirar Tyler das ruas e garantir ao irmão uma vida melhor, Callie só vê uma solução: oferecer a sua juventude à Destinos Primordiais, uma empresa misteriosa que aluga corpos adolescentes aos velhos Terminantes – seniores, com centenas de anos, que querem ser jovens outra vez. Tudo corre como previsto, até o neurochip que lhe colocaram na cabeça ava- riar. Callie acorda, de súbito, na vida da sua locatária, a viver numa luxuosa mansão, a guiar carros topo de gama e a sair com o neto de um senador.A vida quase parece um conto de fadas, até Callie descobrir que a sua locatária não quer apenas divertir-se e que, no mundo per- verso da Destinos Primordiais, a sobrevivência é apenas o começo.

Opinião:

Este é daqueles livros que quando o Gustavo me o ofereceu na Feira do Livro de Lisboa, eu agarrei e não parei enquanto não acabei.  Tinha acabado de ler os Hunger Games e este parecia-me assim tão semelhante em tanta coisa que fiquei completamente rendida. A Callie, personagem principal deste livro é de uma determinação e coragem que só lendo é que nos apercebemos da força da mesma. Gostei assim , imenso da escrita da Lissa, simples, de leitura fácil e sempre a aguçar-nos para lermos mais e mais.  Mais uma vez e como em quase todas as distopias que leio, fico com aquela sensação do “E se…?”. E se acontecesse connosco, e se tivéssemos que recorrer a todos os meios sem atingir fins para sobreviver? O livro acaba de uma forma que me deu vontade de o atirar contra a parede. Juro-vos literalmente contra a parede… Com uma vontade enorme de ler o seguimento, de perceber, de haver respostas às minhas questões! Esta é literalmente uma história de miudos e graúdos a tentarem sobreviver sem grande noção do que é que isso acarrata na vida de todos. Recomendo vivamente.

Enders (Ainda sem publicação em Portugal)

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Sinopse:
Someone is after Starters like Callie and Michael—teens with chips in their brains. They want to experiment on anyone left over from Prime Destinations—Starters who can be controlled and manipulated. With the body bank destroyed, Callie no longer has to rent herself out to creepy Enders. But Enders can still get inside her mind and make her do things she doesn’t want to do. Like hurt someone she loves. Having the chip removed could save her life—but it could also silence the voice in her head that might belong to her father. Callie has flashes of her ex-renter Helena’s memories, too . . . and the Old Man is back, filling her with fear. Who is real and who is masquerading in a teen body?
No one is ever who they appear to be, not even the Old Man. Determined to find out who he really is and grasping at the hope of a normal life for herself and her younger brother, Callie is ready to fight for the truth. Even if it kills her.

Opinião:

Não me contive e assim que o livro foi lançado eu tive logo que o comprar. Não consegui mesmo esperar pela versão em português. Afinal já desde Junho de 2013 que andava a ansiar por respostas! Então preparem-se porque este segundo livro, além de nos retratar a nova vida da Callie após os acontecimentos passados, dá voltas e mais voltas que nos sentimos tontos logo nos primeiros capítulos e com vontade de ler sem parar. Como escrevi no Goodreads, adorei novamente este, li também conforme me foi possível, dei por mim a ter quase um ataque de nervos em pleno metropolitano aquando o final e depois… respostas. Não as obtive todas. Penso que ficou muito por dizer, muito por explicar. Fiquei um pouco desiludida porque depois da acção frenética de ambos os livros, o final pareceu-me curto, um pouco sem sabor. Não posso dizer que tenha sido previsivel, mas gostaria de ter visto um final diferente para a Callie, para o Michael e o Tyler. E para a nova personagem que surge neste livro que é determinante para toda a trama.  Quem gosta de Distopias, esta é um MUST-HAVE/READ sem dúvida nenhuma.

Recomendo também a leitura das short-stories, que li em formato digital:

  1. Portrait of a Starter: An Unhidden Story
  2. Portrait of a Marshal: The 2nd Unhidden Story
  3. Portrait of a Spore: The 3rd Unhidden Story
  4. Portrait of a Donor

Obrigado pela atenção dispensada e boas leituras!

A primeira vaga de livros da Grande Aventura de Livros Grátis da Presença

E já começaram a chegar alguns dos livrinhos que nós e os nossos familiares encomendaram… ainda faltam alguns mas estamos tão entusiasmados! Gostariamos de agradecer à Editorial Presença, por esta oportunidade maravilhosa de termos livros óptimos, para horas e horas de leitura, a custo zero. Ressalvo que os livros vieram extremamente bem acondicionados e que os portes justificam-se na íntegra (isto para apenas deixar bem claro que não concordamos com parte das queixas de publicidade enganosa e afins que lemos por essa internet fora).  Já tínhamos aproveitado em anos anteriores promoções semelhantes da Presença, mas esta foi mesmo muito boa, uma óptima promoção à leitura, aos hábitos de leitura em tempos de crise extrema.

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A promoção é até dia 14 e ainda existem livros em stock, pelo que podem e devem ainda aproveitar!

Os Livrinhos que nos chegaram:

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Estou MUIIIITO desejosa de começar a ler “Os Filhos de Anansi” de Neil Gaiman 🙂 Não conseguimos os 3 Livros da Naomi Novik, esgotou logo no primeiro dia o primeiro livro, mas vamos definitivamente comprar o que nos  falta :))

Quando chegarem os restantes, logo vos mostro! Obrigado mais uma vez Presença!

 

Conto Erótico – Bolinha Vermelha

Pois é participei num passatempo e não ganhei, mas dei a ler a algumas pessoas que gostaram bastante e partilho aqui com vocês 🙂

Maiores de 18 🙂

“Alex”

Foi logo naquele primeiro dia que senti algo diferente… algo que nem eu conseguia explicar. Afinal não passavas de um homem jovem, mal arranjado e com ar relaxado. Mas algo em ti irradiava confiança e um misto de sedução com mistério.

Sempre senti que me faltava algo. Nenhuma das minhas relações me enchia as medidas e ficava sempre a saber a pouco. Sempre tive muita curiosidade em explorar a minha sexualidade em pleno e perceber quais os meus limites. Até ver, era uma rapariga normal, a ter relações ditas normais e sem grandes desafios. Até te conhecer.

Era só mais um dia de trabalho. Daqueles aborrecidos, monótonos e sem novidades. Pensava eu. Quando cheguei já lá estavas e a explosão de sentimentos foi imediata. Daquelas coisas que pensas que só acontecem aos outros ou em filmes de produções de HollyWood… Apresentaste-te com prontidão ,os nosso olhares cruzaram-se e naquele milésimo de segundo tudo disseram. Alexandre apresentaste-te tu. Alex para os amigos.

O dia decorreu dentro da normalidade, fui-te explicando o nosso modo de trabalho e em paralelo ia-te perguntando o que fazias, o que estudavas, enfim o costume quando entra alguém novo na empresa. A empatia foi crescendo e comecei a ter cada vez mais necessidade de saber mais sobre ti, e de repente só tu importavas. Tu respondias com simpatia, sempre com os olhos postos nos meus e com aquele teu ar de interesse desinteressado. Contaste-me que tinhas sido militar e a minha mente entrou num devaneio, num frenesim, numa excitação crescente, ou não tivesse eu como fantasia sexual primária fazer amor com um homem com farda… e o que eu não faria com um homem fardado…tudo. Julgo que tenhas percebido que fiquei embaraçada enquanto contavas parte da tua vida, mas não deste a entender. Por isso nunca poderia adivinhar o que iria acontecer.

Após acabarmos o dia de trabalho, fomos beber um copo a um bar ali perto. Nada de especial não fosse o copo ter passado a dois e a três. Ofereceste-te para me levares a casa, visto já não estar nas minhas plenas faculdades de equilibrio e assim o fizeste. E foi apenas isso, deste-me um beijo no rosto que me derreteu a alma e disseste-te “Vemo-nos amanhã Clara”. Fiquei a querer mais…

Nessa noite pouco ou nada consegui dormir. Como é que conseguia estar tão excitada, tão louca e sedenta para por as mãos no corpo daquele homem? Acabara de o conhecer não fazia sentido nenhum! Mas cada vez que pensava em ti, Alex, tudo mudava, vibrava, o meu imaginário levava-me a lugares onde nunca tinha estado. Decidi então que tinha que te ter… dentro de mim. E entreguei-me a mim própria, aos meus pensamentos, apagando a chama que estava acessa. E foi bom.

O dia seguinte decorreu normalmente,as semanas seguintes passaram, sempre a conhecermo-nos melhor , com conversas cada vez mais pessoais e intimas e eu cada vez mais interessada e cheio de desejo, até que me convidaste para jantar contigo. Não estava nada à espera, mas fiquei logo em pulgas e com a cabeça a mil.  Combinámos que me ias buscar a casa às 20.30 e seguíamos. Fui para casa e tomei aquele banho gostoso e perfumado, depilação completa , a minha langerie de renda preta com meias de liga a condizer e coloquei aquele meu vestido azul justo com os sapatos de agulha novos que ainda não tinha experimentado usar. Adorei o resultado final, sentia-me linda e confiante e era mesmo isso que te queria mostrar.

Eram 20.30 em ponto quando apareceste. Quase tive um ataque de ansiedade quando te vi… céus mas que Homem que tu eras! O mal arranjado, com ar desleixado tinha ido embora com bilhete só de ida! Ali estavas tu, com esses teus cabelos negros, olhos cor de avelã, enfiado numas calças de ganga justas que te favoreciam o rabiosque, e uma simples camisa preta. Cumprimentaste-me com um beijo beijo na mão e entrámos no carro.

Não sabia a que restaurante íamos e percebi depressa que não iriamos a nenhum lugar conhecido. Seguimos pela noite uma boa meia hora até chegarmos a uma espécie de falésia com vista para o mar e uma pequena casinha térrea de madeira ressaltava à vista. Disseste-me que  os teus tios tinham aquela casa para quando queriam uns momentos de paz e sossego e se não me importava de jantar contigo na simplicidade da mesma. Claro que aceitei, apesar de não estar nada à espera. Quando entrámos, era mesmo de uma simplicidade única, apenas com 2 pequenas assoalhadas, sendo que uma era kitchenet e a outra estava de porta fechada. Assumi que fosse um quarto ou a casa de banho.Já tinhas tudo preparado , inclusivé o champagne no frio. Dei por mim a pensar que raios queria este homem de mim, e que raios queria eu deste homem. Pois é, iria saber já a seguir, visto que tudo aconteceu de forma muito rápida e ainda hoje não consigo racionalizar a sucessão de eventos dessa noite.

Foste buscar o champagne e serviste-nos. na pequena sala da Kitchenet. Disseste que eu estava muito bonita e que estavas muito feliz de eu ter aceite o teu convite. Bebericámos das taças e perguntaste se eu não queria conhecer o resto da casa. Eu assenti e ele abriu a porta da divisão que estava fechada. Não estava enganada, era mesmo um quarto com uma pequena casa de banho e junto á janela estava uma cadeira e em cima dela algo que me fez parar o coração e a mente. Uma farda… a tua farda. Percebeste de imediato que eu tinha ficado embaraçada e num movimento brusco pegaste em mim pela cintura e beijaste-me com fúria, linguas entrelaçadas, a procurarem-se na imensidão dos nossos lábios… nem tive tempo de raciocinar, deixei-me conduzir por ti entre apalpadelas e suspiros. Paraste de repente e perguntaste-me se eu queria que te fardasses. E eu senti-me vencedora do EuroMilhões nesse momento e disse que sim, queria muito. De forma muito rápida trocaste de roupa, enquanto eu te observava o teu corpo despido, maravilhoso, perfeito.E ali estavas tu, fardado a olhar para mim que ainda não acreditava que isto estava a acontecer.

Chegaste junto a mim, e lentamente abriste o fecho do meu vestido, passado com a tua mão pelas minhas costas, deixando completamente arrepiada e à tua mercê. Fiquei só em langerie, ainda calçada cabisbaixa e envergonhada. Encostaste-me à parede virada para ti. Beijaste-me o pescoço, o rosto, a boca, desceste até aos meus seios libertando-os do soutien e deliciaste-te com o meus mamilos tão rijos como pedra enquanto eu gemia baixinho e te acariciava os cabelos… continuaste a descer, sempre rumo a Sul, coxas, nádegas e gritei quando libertaste o meu sexo e passaste a língua onde nunca ninguém tinha passado… e ali ficaste, deliciado, a deixar-me à beira da loucura até que escorri de prazer, uma sensação brutal que me atordoou os sentido, pensei que tal coisa não era possível…

Ainda não recuperada, agarraste uma mecha do meu cabelo e puxaste-me em direcção à tua ereção, ordenando-me que o fizesse logo e agora. Foi a ereção mais rija que já algum vez tinha visto ou sentido. Abri caminho pelas calças da tua farda e perdi-me no teu sexo, lambendo e chupado cada pedacinho, saboreado a tua pele… gemias baixinho, sempre com a mão a puxar levemente o meu cabelo, conduzindo-me a dar-te prazer. Não me deixaste acabar o que estava a fazer e arrancaste-me as cuecas do corpo, deixando-me apenas em saltos altos e cinto de ligas com as meias. Dobraste-me sobre a cama, de costas para ti, roçaste o teu sexo em mim e entraste sem pedir licença, furiosamente, sem parar, investida sobre investida, corpo contra corpo, num frenesim que me estava a deixar louca. Paraste, viraste-me para cima e deitaste-me na cama. Mais uma vez deliciaste-te com o meu sexo, lingua acima, lingua abaixo, lingua dentro, provocando-me um orgasmo ainda maior que o anterior. Voltaste a investir dentro de mim, agora mais lento, sempre a olhar para mim, ainda completamente fardado. E quando pensei que já não poderia ter mais prazer, mudaste de investida…lentamente entraste entre as minhas nádegas e eu explodi num orgasmo brutal em que estive a momentos de perder a consciência… como poderias saber que eu gostava de sexo anal e o prazer que isso me provocava? Também tu não aguentaste mais e gemeste alto, e encheste-me onde estavas…

Não sei se dormi 2 horas ou mais mas quando acordei, ainda estavas a meu lado, fardado e eu tapada apenas com um fino lençol. Dei comigo a pensar que será que não tinha ido longe demais, afinal conhecia-te há tão pouco tempo… mas parecia que te conhecia desde sempre. E deste-te ao trabalho de prestar atenção a tudo o que eu tinha falado contigo, tanto que entendeste a minha mente, fantasias e limites. Quando acordaste, beijaste-me com ternura e perguntaste-me se estava bem, se me sentia confortável com o que se tinha passado. Respondi-te que melhor não poderia estar e que sentia que tinha sido tudo um sonho tornado realidade.

Acordei com o despertador aos berros. Eram 8.00 da manhã e estava na hora de me levantar para ir trabalhar. Um sonho. Tinha sido apenas um sonho, nada disto era real o Alex não era real… senti-me tão frustrada, tão pequena. Saí de mau humor, sempre a pensar que nunca tinha tido um sonho tão real, que a mim nunca me acontecem coisas boas. E assim que chego ao trabalho, para meu choque, vejo-o. Alex.

Vamos lá tornar este sonho realidade?

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The Power of Five – Anthony Horowitz – Opinião

Na Wikipedia:

The Power of Five (also known as The Gatekeepers in the US) is a series of five fantasy and suspense novels, written by British author Anthony Horowitz and published between 2005 and 2012. It is an updated reimagining of Horowitz’s Pentagram series, which the author had left unfinished in the 1980s. The series is published in the United Kingdom by Walker Books Ltd and in the United States by Scholastic Press. The novels deal heavily in the occult and examples of things such as human sacrifice and blood rituals are major plot elements, such as in the first book, where the protagonist, Matthew Freeman, is hunted by a Satanic cult who want to conduct a blood sacrifice on him to blast open a portal using a combination of nuclear physics and black magic, to unlock another dimension which is holding a group of ancient evil demons captive.

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Não é todos os dias que escrevo uma opinião a um livro, quanto mais a cinco livros, MAS tenho que dar sobre estes. Como é que hei-de dizer isto… habituei-me a estes miúdos e estou a ressacar de já não os ter comigo no dia-dia, a ir para o trabalho, a vir do trabalho…

Em primeiro lugar, não fico chateada por mim, mas oh pá então traduzem 4 dos 5 livros e o 5º e melhor nem vê-lo? Ai ai ai… nem toda a gente tem facilidade de ler em inglês… e chegar ao final do 4º livro e não ter o 5º logo para ler… está mal! Pois eu comprei em Inglês, versão capa dura e não me arrependo nada.

Estes livros custaram-me uma ninharia. Paguei por todos, 16,88€ todos novos. Mas pagaria 300€ se fosse preciso. Isto é MARAVILHOSO.

Então muito resumidamente, estes livrinhos contam a história de 5 miúdos de 15 anos, 4 rapazes e 1 rapariga, todos em países e continentes diferentes,  que têm como missão salvar o Mundo do mal puro… os Velhos. Os Velhos são assim a modos que a maldade pura, venenosos, implacáveis e cujo objectivo é destruir o Mundo e alimentarem-se dessa destruição. No primeiro volume, O portão do Corvo ficamos a conhecer o líder dos 5, Matt Freeman e o seu companheiro de Aventuras Richard. É neste primeiro volume que somos introduzidos no Mundo obscuro dos Velhos e nas forças que os combatem, como é o caso da Força/Associação/Sociedade Secreta Nexus que existem apenas e apenas para ajudar os 5 na sua demanda. É descoberto então o Portão do Corvo e parte dos poderes especiais de Matt.No segundo volume, A Estrela Maldita, vão o Matt e o Richard em busca de um segundo portão no Peru. Conhecemos o segundo Guardião, Pedro, um menino com um poder especial de curar. É também neste volume que ficamos a conhecer melhor toda a história dos Velhos e como tudo aconteceu e os “conhecemos” em primeira mão. E a libertação dos mesmos, após 10000 se expulsão da Terra. Segue-se o terceiro volume , A Sociedade das trevas aka Nightrise, e conhecemos outros 2 guardiães, Scott e Jamie, irmãos gémeos com o poder da Mente. Conseguem ler os pensamentos dos outros e isso permite-lhes controlar também os inimigos. Neste livro assistimos à narração da primeira grande batalha ganha contra os Velhos, há 10000 ano atrás e conhecemos os guardiães do passado (que são os mesmo que agora, mas não vos conto mais, que isto é para irem ler já a seguir eheheh). No volume IV, Necropolis, conhecemos finalmente a personagem feminina dos nossos tempos, Scarlett Adams e ficamos a saber mais sobre o seu poder de controlar as condições atmosféricas. É neste livro que assistimos finalmente à reunião dos 5 guardiães mas apenas por breves segundos…e vem o quinto Volume e último, Oblivio. Ceús e não é que o que é bom estava mesmo guardado para o fim? A guerra das guerras, o Mundo como o conhecemos já não existe… serão capazes os 5 miudos ganhar mais uma vez a Guerra contra os velhos? E quanto lhes custará isso? Eu sei que passei as últimas 100 páginas de Oblivio lavada em lágrimas e mais chorava se mais houvesse… É fenomenal este livro, mexe com tudo o que são emoções, e depois de 2 meses a ler as aventuras desdes miudos era como se eles já fizessem parte de mim.

Como disse no Goodreads, Esta “Quintologia” superou-me as expectativas a 10000% e superou a minha saga preferida até então, Hunger Games (não desfanzendo, sou uma completa viciada em Hunger Games, até tenho Merchandise e tudo LOL).

Como disse, isto é apenas uma opinião simples, um, vá lá, vão lá ler isto que isto é mesmo bom , assim bom como chocolate, e lamento o 5º livro só haver ainda em inglês… mas façam o esforço, vão-se apaixonar, sofrer e rejubilar com estes miúdos!

E é tudo por agora, vão lá ler 🙂

Opinião (atenção com os Spoilers) sobre a Trilogia das Cinquenta Sombras de Grey

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Olá boa tarde. Em primeiro lugar antes de começarem a ler, aviso já que esta opinião é minha, e que muito honestamente só espero que a respeitem. Não sou muito dada a dar opiniões sobre livros mas a verdade é que esta Trilogia merece que eu fale sobre ela, até porque teve impacto no meu dia-a-dia.

Comprei-os numa promoção da Fnac Online depois de muito ter ouvido falar “dos livros do Demo em que o gaijo bate na gaija e ela ainda pede mais”.  Fiquei curiosa pois então…

Então em Dezembro, mais ou menos pela altura em que o meu marido me pediu em casamento, comecei a ler o primeiro. Confesso que ao inicio estava a aborrecer-me, inclusive cheguei a dizer ao meu marido “Oh pá onde é que anda a badalhoquice afinal???”. E eis que surge a primeira “cena ” e a segunda “cena” e ahhhhhh… tou a gostar de ler isto… Sim é verdade que não me identifico com a Anastacia porque não sou tonta nem ingénua nem inocente… mas o Christian… é pá… enche-me as medidas todas. Sim é um controlador da treta, mandão, sacana, filho da puta sádico (no sentido literal visto que a mãe era prostituta)… so what? Por ter gostado tanto do Christian li o primeiro livro todo e fiquei com vontade máxima de ler os outros dois.

Peguei no segundo livro a meio de Abril, dois meses depois de acabar o primeiro. Como fiquei meio triste e revoltada com o final do primeiro livro e pelo meio tive a infeliz ideia de ver um video de um “xico esperto” que “goza” e reduz os livros a merda, demorei a agarrar neles de novo.  Mas agarrei e ainda bem que o fiz. O segundo livro foi do melhor (e digo melhor, no âmbito de mais emocionante) que li nos últimos tempos. Devorei de uma assentada e adorei ver o Christian aos poucos a mudar, aos poucos a ceder… a amar…. Gostei também da evolução da Anastacia como mulher, mas acho que (e a meu ver) deu muito pouca importância ao pedido de casamento to Christian… e só depois de pensar que ele tinha morrido no acidente com o Charlie Tango é que se decidiu… meh… é muito “tonta”…

Acabo o segundo livro e inicio logo o terceiro. É pá caneco, aquilo é que foram uns primeiros capítulos de sexo, sexo e mais sexo e ainda mais sexo e eu pronto, lá “enchi” a cabeça ao meu marido com detalhes a ver se a coisa pegava (ele foi sempre um grande interessado que eu lesse os livrinhos porque será… *assobio*) e eis que surge a noticia da gravidez da Anastacia e estou eu a ler no carro a caminho do trabalho e começo com as lágrimas nos olhos ( a reacção do Christian, só à bofetada e ainda era pouco…)  E foi o resto do livro de lágrimas nos olhos, principalmente no ultimo capitulo… eles, os filhos, a família .. A verdade é que acabei a trilogia sem conseguir gostar muito da Anastacia, mesmo que ela tenha quase morrido para salvar a Mia…

Resumindo e baralhando… ADOREI… superou as minhas expectativas  é uma trilogia para ler de mente aberta, está cheia de sexo, bondage, badalhoquice da boa, erotismo no seu melhor, julgo que apimenta a vida de qualquer casal, e fiquei com as personagens no meu coração. Até porque tenho um Mr. Grey versão meio softcore comigo xD

Trilogia Soberba de Andreia Ferreira :) – Agora com mini-Opinião

Olá a todos! Finalmente hoje, depois de andares perdidos na vizinha, consegui deitar as mãos aos meus exemplares autografados dos 2 volumes já editados da Trilogia Soberba da nossa querida Andreia Ferreira. ADOREI os miminhos que me enviaste, vou já de seguida começar a leitura ávida dos mesmos!!

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Muito obrigado! Fica registado o momento 🙂

Queria também deixar a mini-Opinião que deixei no Goodreads:

Soberba Escuridão:
Gostei bastante. De inicio parecia mais um romance com elementos de paranormal… mas adorei como as personagens se desenvolveram, adorei o rumo que a história tomou! Prontinha para ler o 2 volume!! 🙂

Soberba Tentação:
Adorei! Bem escrito, cativante do inicio ao fim! As personagens foram melhor exploradas e desenvolvidas, o suspense é uma constante! Aguardo ansiosa pelo volume final!!! Leiam, vale mesmo a pena!

Estou tão desejosa do terceiro!!!!!! 😀  Citando-me aquando os li à querida Andreia Ferreira:

“Gosto muito do Ricardo, da maneira que o caracterizaste… é assim um tipo com quem eu me daria bem..o Caael assusta-me e não avizinho nada de bom proveniente dele…Espero claro que o bem vença!! Gostei mesmo muito, foi só ter tempo para ler que devorei… tens mesmo um grande talento! E tenho a certeza que o 3º quando sair… ui… vai ser um arraso!

Que venha o Terceiro 😉 Leiam vale mesmo a pena!!!

Opinião – O Ladrão da Eternidade de Clive Barker

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Chancela: Saida de Emergência
Data 1ª Edição: 09/09/2011
ISBN: 9789896373696
Nº de Páginas: 192
Dimensões: [148×210]mm
Encadernação: Capa mole
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Opinião: Não sabia o que havia de ler, ando assim meio desmotivada, e vi este na estante do meu esposo e peguei nele a ver se me motivava. Já tinha lido a sinopse e tinha-me interessado, mas estava naqueles que ia ler quando me apetecesse. E hoje de madrugada foi dia, e tive uma experiência maravilhosa durante hora e meia.  A história é simples, e leva-nos a imaginar um local ideal em todos os aspectos, leva-nos  de regresso à nossa infância e a tudo o que sempre sonhámos (as guloseimas, as brincadeiras, os amigos…) porém como em tudo na vida não existe bela sem senão e neste caso aqui o senão é nada mais nada menos que a nossa alma. Gostei MUITO do protagonista, um miúdo cheio de garra, espero, sagaz, que não desiste por mais que a adversidade seja muita e as personagens em geral são caracterizadas de forma simples e directa. Sem grandes alaridos, numa escrita simples e de muito fácil compreensão e contextualização, foi uma leitura extremamente agradável e viciante até à ultima página e é sem dúvida para miúdos e graúdos.
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Sinopse: Tem cuidado com o que desejas, pois pode tornar-se realidade…Quando, nos longos meses de Inverno, um rapaz chamado Harvey se sente a morrer de tédio, eis que surge um homem que o conduz para uma estranha e fascinante casa onde em cada dia passam as quatro estações do ano e não há regras, apenas divertimento e milagres. A casa de férias do Senhor Hood existe há mais de 1000 anos, oferecendo as boas-vindas a todas as crianças e satisfazendo todos os seus desejos. Mas quando Harvey encontra um lago povoado por criaturas que eram, outrora, crianças como ele, descobre que há um preço a pagar pela sua estadia na casa, e o que era um sonho tornado realidade, cedo se transforma num pesadelo…
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Olá e Bem-Vindos ao nosso Cantinho!!!

Olá 🙂

Vamos então “cortar” a fita aqui do nosso espaço. Ainda estamos a iniciar-nos nestas andanças mas esperamos que gostem! Vamos começar por “importar” algumas reviews feitas no http://cowworld.wordpress.com, e a partir daqui vamos tentar escrever com a regularidade possível, visto que temos uma vida que carecia de dias com 48 horas 🙂

Obrigado a todos os que se juntarem a este nosso Cantinho 🙂 E visitem-nos também no Facebook.

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Mónica & Gustavo