Conto Erótico – Bolinha Vermelha

Pois é participei num passatempo e não ganhei, mas dei a ler a algumas pessoas que gostaram bastante e partilho aqui com vocês 🙂

Maiores de 18 🙂

“Alex”

Foi logo naquele primeiro dia que senti algo diferente… algo que nem eu conseguia explicar. Afinal não passavas de um homem jovem, mal arranjado e com ar relaxado. Mas algo em ti irradiava confiança e um misto de sedução com mistério.

Sempre senti que me faltava algo. Nenhuma das minhas relações me enchia as medidas e ficava sempre a saber a pouco. Sempre tive muita curiosidade em explorar a minha sexualidade em pleno e perceber quais os meus limites. Até ver, era uma rapariga normal, a ter relações ditas normais e sem grandes desafios. Até te conhecer.

Era só mais um dia de trabalho. Daqueles aborrecidos, monótonos e sem novidades. Pensava eu. Quando cheguei já lá estavas e a explosão de sentimentos foi imediata. Daquelas coisas que pensas que só acontecem aos outros ou em filmes de produções de HollyWood… Apresentaste-te com prontidão ,os nosso olhares cruzaram-se e naquele milésimo de segundo tudo disseram. Alexandre apresentaste-te tu. Alex para os amigos.

O dia decorreu dentro da normalidade, fui-te explicando o nosso modo de trabalho e em paralelo ia-te perguntando o que fazias, o que estudavas, enfim o costume quando entra alguém novo na empresa. A empatia foi crescendo e comecei a ter cada vez mais necessidade de saber mais sobre ti, e de repente só tu importavas. Tu respondias com simpatia, sempre com os olhos postos nos meus e com aquele teu ar de interesse desinteressado. Contaste-me que tinhas sido militar e a minha mente entrou num devaneio, num frenesim, numa excitação crescente, ou não tivesse eu como fantasia sexual primária fazer amor com um homem com farda… e o que eu não faria com um homem fardado…tudo. Julgo que tenhas percebido que fiquei embaraçada enquanto contavas parte da tua vida, mas não deste a entender. Por isso nunca poderia adivinhar o que iria acontecer.

Após acabarmos o dia de trabalho, fomos beber um copo a um bar ali perto. Nada de especial não fosse o copo ter passado a dois e a três. Ofereceste-te para me levares a casa, visto já não estar nas minhas plenas faculdades de equilibrio e assim o fizeste. E foi apenas isso, deste-me um beijo no rosto que me derreteu a alma e disseste-te “Vemo-nos amanhã Clara”. Fiquei a querer mais…

Nessa noite pouco ou nada consegui dormir. Como é que conseguia estar tão excitada, tão louca e sedenta para por as mãos no corpo daquele homem? Acabara de o conhecer não fazia sentido nenhum! Mas cada vez que pensava em ti, Alex, tudo mudava, vibrava, o meu imaginário levava-me a lugares onde nunca tinha estado. Decidi então que tinha que te ter… dentro de mim. E entreguei-me a mim própria, aos meus pensamentos, apagando a chama que estava acessa. E foi bom.

O dia seguinte decorreu normalmente,as semanas seguintes passaram, sempre a conhecermo-nos melhor , com conversas cada vez mais pessoais e intimas e eu cada vez mais interessada e cheio de desejo, até que me convidaste para jantar contigo. Não estava nada à espera, mas fiquei logo em pulgas e com a cabeça a mil.  Combinámos que me ias buscar a casa às 20.30 e seguíamos. Fui para casa e tomei aquele banho gostoso e perfumado, depilação completa , a minha langerie de renda preta com meias de liga a condizer e coloquei aquele meu vestido azul justo com os sapatos de agulha novos que ainda não tinha experimentado usar. Adorei o resultado final, sentia-me linda e confiante e era mesmo isso que te queria mostrar.

Eram 20.30 em ponto quando apareceste. Quase tive um ataque de ansiedade quando te vi… céus mas que Homem que tu eras! O mal arranjado, com ar desleixado tinha ido embora com bilhete só de ida! Ali estavas tu, com esses teus cabelos negros, olhos cor de avelã, enfiado numas calças de ganga justas que te favoreciam o rabiosque, e uma simples camisa preta. Cumprimentaste-me com um beijo beijo na mão e entrámos no carro.

Não sabia a que restaurante íamos e percebi depressa que não iriamos a nenhum lugar conhecido. Seguimos pela noite uma boa meia hora até chegarmos a uma espécie de falésia com vista para o mar e uma pequena casinha térrea de madeira ressaltava à vista. Disseste-me que  os teus tios tinham aquela casa para quando queriam uns momentos de paz e sossego e se não me importava de jantar contigo na simplicidade da mesma. Claro que aceitei, apesar de não estar nada à espera. Quando entrámos, era mesmo de uma simplicidade única, apenas com 2 pequenas assoalhadas, sendo que uma era kitchenet e a outra estava de porta fechada. Assumi que fosse um quarto ou a casa de banho.Já tinhas tudo preparado , inclusivé o champagne no frio. Dei por mim a pensar que raios queria este homem de mim, e que raios queria eu deste homem. Pois é, iria saber já a seguir, visto que tudo aconteceu de forma muito rápida e ainda hoje não consigo racionalizar a sucessão de eventos dessa noite.

Foste buscar o champagne e serviste-nos. na pequena sala da Kitchenet. Disseste que eu estava muito bonita e que estavas muito feliz de eu ter aceite o teu convite. Bebericámos das taças e perguntaste se eu não queria conhecer o resto da casa. Eu assenti e ele abriu a porta da divisão que estava fechada. Não estava enganada, era mesmo um quarto com uma pequena casa de banho e junto á janela estava uma cadeira e em cima dela algo que me fez parar o coração e a mente. Uma farda… a tua farda. Percebeste de imediato que eu tinha ficado embaraçada e num movimento brusco pegaste em mim pela cintura e beijaste-me com fúria, linguas entrelaçadas, a procurarem-se na imensidão dos nossos lábios… nem tive tempo de raciocinar, deixei-me conduzir por ti entre apalpadelas e suspiros. Paraste de repente e perguntaste-me se eu queria que te fardasses. E eu senti-me vencedora do EuroMilhões nesse momento e disse que sim, queria muito. De forma muito rápida trocaste de roupa, enquanto eu te observava o teu corpo despido, maravilhoso, perfeito.E ali estavas tu, fardado a olhar para mim que ainda não acreditava que isto estava a acontecer.

Chegaste junto a mim, e lentamente abriste o fecho do meu vestido, passado com a tua mão pelas minhas costas, deixando completamente arrepiada e à tua mercê. Fiquei só em langerie, ainda calçada cabisbaixa e envergonhada. Encostaste-me à parede virada para ti. Beijaste-me o pescoço, o rosto, a boca, desceste até aos meus seios libertando-os do soutien e deliciaste-te com o meus mamilos tão rijos como pedra enquanto eu gemia baixinho e te acariciava os cabelos… continuaste a descer, sempre rumo a Sul, coxas, nádegas e gritei quando libertaste o meu sexo e passaste a língua onde nunca ninguém tinha passado… e ali ficaste, deliciado, a deixar-me à beira da loucura até que escorri de prazer, uma sensação brutal que me atordoou os sentido, pensei que tal coisa não era possível…

Ainda não recuperada, agarraste uma mecha do meu cabelo e puxaste-me em direcção à tua ereção, ordenando-me que o fizesse logo e agora. Foi a ereção mais rija que já algum vez tinha visto ou sentido. Abri caminho pelas calças da tua farda e perdi-me no teu sexo, lambendo e chupado cada pedacinho, saboreado a tua pele… gemias baixinho, sempre com a mão a puxar levemente o meu cabelo, conduzindo-me a dar-te prazer. Não me deixaste acabar o que estava a fazer e arrancaste-me as cuecas do corpo, deixando-me apenas em saltos altos e cinto de ligas com as meias. Dobraste-me sobre a cama, de costas para ti, roçaste o teu sexo em mim e entraste sem pedir licença, furiosamente, sem parar, investida sobre investida, corpo contra corpo, num frenesim que me estava a deixar louca. Paraste, viraste-me para cima e deitaste-me na cama. Mais uma vez deliciaste-te com o meu sexo, lingua acima, lingua abaixo, lingua dentro, provocando-me um orgasmo ainda maior que o anterior. Voltaste a investir dentro de mim, agora mais lento, sempre a olhar para mim, ainda completamente fardado. E quando pensei que já não poderia ter mais prazer, mudaste de investida…lentamente entraste entre as minhas nádegas e eu explodi num orgasmo brutal em que estive a momentos de perder a consciência… como poderias saber que eu gostava de sexo anal e o prazer que isso me provocava? Também tu não aguentaste mais e gemeste alto, e encheste-me onde estavas…

Não sei se dormi 2 horas ou mais mas quando acordei, ainda estavas a meu lado, fardado e eu tapada apenas com um fino lençol. Dei comigo a pensar que será que não tinha ido longe demais, afinal conhecia-te há tão pouco tempo… mas parecia que te conhecia desde sempre. E deste-te ao trabalho de prestar atenção a tudo o que eu tinha falado contigo, tanto que entendeste a minha mente, fantasias e limites. Quando acordaste, beijaste-me com ternura e perguntaste-me se estava bem, se me sentia confortável com o que se tinha passado. Respondi-te que melhor não poderia estar e que sentia que tinha sido tudo um sonho tornado realidade.

Acordei com o despertador aos berros. Eram 8.00 da manhã e estava na hora de me levantar para ir trabalhar. Um sonho. Tinha sido apenas um sonho, nada disto era real o Alex não era real… senti-me tão frustrada, tão pequena. Saí de mau humor, sempre a pensar que nunca tinha tido um sonho tão real, que a mim nunca me acontecem coisas boas. E assim que chego ao trabalho, para meu choque, vejo-o. Alex.

Vamos lá tornar este sonho realidade?

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Posted on 9 de Março de 2014, in Geral. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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