Opinião de Incarceron / A Lenda de Sapphique
Olá amigos, este é um daqueles casos em que não se deve falar apenas de um dos livros da “duologia”, aliás, na minha modesta opinião trata-se de um livro em duas partes 😀
Segue uma pequena apresentação dos livros, caso estejam interessados podem utilizar os respectivos banners da Wook.
Imagine uma prisão tão vasta que abrange masmorras, galerias, bosques de metal, mares e cidades em ruínas.Imagine um prisioneiro sem memórias mas que nega pertencer àquele lugar, mesmo sabendo que a prisão se encontra selada há séculos e que apenas um homem conseguiu escapar.
Imagine uma rapariga condenada a um casamento de conveniência e a viver numa sociedade futurista, vigiada por um sistema sofisticado de inteligência artificial mas concebida à semelhança de um cenário do século XVII.
INCARCERON é a prisão viva que observa tudo o que se passa dentro dos seus muros. Finn é o prisioneiro e Claudia a filha do guardião da prisão, que vive num mundo exterior onde pouco se conhece sobre INCARCERON.
Ao encontrarem uma chave de cristal que lhes permitirá comunicar, os dois engendram um plano de fuga numa corrida contra o tempo. Mas INCARCERON vigia-os e a evasão exigirá mais coragem e tornar-se-á mais difícil do que pensam.
Ele foi o único que escapou. Agora tem o poder de os salvar… ou destruir.
Finn conseguiu fugir de Incarceron, a terrível prisão viva e o único lar de que tem memória, mas a liberdade está longe de ser o que imaginava, Cláudia acredita que, se Finn reclamar o direito ao trono do Reino, será capaz de libertar Keiro da temível prisão; mas o Exterior não é o paraíso idílico com que Finn sonhava e o jovem vê-se subitamente prisioneiro de um obscuro jogo de intrigas e mentiras, que adia os seus planos.
Entretanto, na obscuridade de Incarceron, os prisioneiros falam de um homem lendário – Sapphique, o único que conhece os segredos e o único capaz de destruir a prisão. São inúmeras as histórias sobre as suas façanhas, mas haverá alguma verdade nelas? Será que ele existe mesmo?
Dentro e fora, todos aspiram à liberdade… como Sapphique.
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 360
Editor: Porto Editora
Opinião
No início o leitor depara-se com termos específicos do universo criado por Catherine Fisher e as primeiras páginas podem parecer um pouco confusas para os mais incautos, no entanto à medida que se vai avançando na leitura o confuso começa a ficar claro e começamos quase a duvidar de noções que temos pré concebidas.
Neste livro ficamos a conhecer várias personagens que numa primeira fase estão divididos em dois grupos, os que estão em Incarceron (prisioneiros?!) e os que estão fora, no mundo real (cidadãos livres?!?), no entanto quem está realmente preso e quem segue as suas próprias regras?
No primeiro grupo temos Finn e Keiro, dois irmãos de juramento que passam por várias peripécias, no segundo grupo temos Cláudia e Jared, pupila e tutor respectivamente com uma curiosidade enorme pelos segredos de Incarceron.
Desde cedo nos começamos a perguntar o que é Incarceron (além de uma prisão), onde está, como funciona… logo de seguida surge a pergunta que nos perseguirá até ao fim do enredo, mas afinal quem é Sapphique?!? Será que é real?
As respostas a estas perguntas deixo-as para vocês as descobrirem, no entanto para compreenderem este mundo “parado no tempo” e esta prisão em lado nenhum talvez convenha manter a mente aberta e lembrar-se um pouco da saga cinematográfica Matrix ou os míticos Cubo, não no sentido literal de ambiente ou trama, mas de mecânicas e possibilidades.
Chamo a atenção para as pequenas “quadras” existentes no inicio de cada capitulo pois ajudam a enquadrar vários acontecimentos no enredo. As minhas personagens preferidas são, o sapiente Jared, com todas as engenhocas dele e calma com que analisa todos os acontecimentos e a prisioneira Atia ,uma personagem que se juntara a Finn e que demonstra uma sagacidade fora do normal naquele ambiente.
Não dei conta de erros de tradução, no entanto surge aqui e ali uma ou outra gralha ou troca de nome da personagem focada. Devo reforçar que apesar de ser uma escrita limpa há várias menções e termos que levam o seu tempo a serem interiorizados e entendidos, no entanto ao avançar no livro a leitura torna-se bastante fluída e cativante sem nos apetecer largar o livro mesmo para as nossas rotinas básicas do dia a dia.
Devo dizer que li ambos os livros de uma assentada, menos de uma semana de trabalho o que demonstra quão agarrado fiquei ao enredo do livro.
Adorei e fiquei na expectativa de mais.
Despeço-me com a seguinte pergunta, mas afinal quem é Sapphique?
Abraços e até breve
Gustavo Mil-Homens
Posted on 1 de Julho de 2014, in Divulgação, Reviews and tagged FC&F. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.






Deixe um comentário
Comments 0