Opinião – “Puros” de Julianna Baggott – Trilogia “Puros – Editorial Presença

01220117_Puros

 

Sinopse:

Depois de uma série de detonações atómicas destinadas a exterminar grande parte da Humanidade, apenas uma pequena elite de puros deveria ter sobrevivido, protegida dentro da Cúpula até que a Terra se regenerasse por completo. Mas não foi isso que aconteceu… Muitos foram os que sobreviveram às explosões, deformados, com mutações terríveis, refugiados entre as ruínas da cidade, num clima de opressão por parte da milícia entretanto formada, que os aterroriza e explora.

Pressia Belze é uma jovem de 16 anos, uma mutante que tenta fugir à milícia; Partridge é um rapaz da elite, um Puro atormentado pela suspeita de que um plano secreto está a ser desenvolvido pela elite científica da Cúpula. Numa terra devastada, os caminhos destes dois jovens acabam por se cruzar, dois sobreviventes em busca de um futuro menos sombrio, que nem desconfiam do laço secreto que os une…

Puros é o volume de estreia de uma notável trilogia cuja ação se passa num cenário pós-apocalíptico absolutamente dantesco e é também uma história de amor.

 

Opinião:

Confesso que estava desejosa de ler este livro. Já o tinha debaixo de olho na Amazon, mas entretanto a querida Editorial Presença lançou cá e tive o privilegio de o poder ter em primeira mão. Não teci expectativas face à sinopse e encarei como mais uma Distopia que eu tanto adoro.

Inicialmente não compreendi logo a dimensão do Apocalipse que se tinha abatido na Terra, Demorei um pouco a compreender, a analisar o cenário envolvente e a contextualizar cada uma das personagens afectas ao mesmo. Não que a narrativa seja de difícil leitura, pelo contrário, mas pela forma quase “sem fôlego” com que nos é apresentada a história.

Pressia Belze uma das protagonistas desta nossa história é uma menina de 15 anos, quase 16 que sobreviveu (se é que se pode chamar aquilo que ela vive, de vida) às Detonações, uma espécie de bombas atómicas modificadas que assolaram o nosso Mundo. Aquando as Detonações, os Humanos que as viveram ficaram fundidos onde estavam, com o que estavam, e com quem estavam. Tornaram-se mutantes e nasceram novas raças dessas fusões Pressia estava agarrada à sua boneca aquando as Detonações e esta fundiu-se no pulso/punho dela. Pressia foi criada pelo seu avô após as Detonações e não se recorda de nada do “Antes”, Pressia quer fugir à milicia OSR que foi criada apenas para atormentar os que ficaram.

Num cenário completamente oposto encontramos o nosso outro protagonista, Partridge, um “Puro” , sem mutações, que vive na “Cúpula” junto de todos os que se salvaram das Detonações. Mas desde sempre Partridge apercebe-se que a vida que tem pode ser uma mentira e que existe mais para além daquilo que lhe contam. Ele é filho de um dos criadores da Cúpula e só isso já faz com que ele seja diferente. E o que é que ele tem em comum com Pressia? Ambos tentam descobrir a verdade e sobreviver.

Durante a leitura, tive vários “Deja Vu” o que não torna a leitura necessariamente má, mas como é lógico gostava de ler algo que me suscitasse sempre “espanto” ou “factor surpresa” e julgo que em “Puros” faltou-me um pouco disso, devido a já ter lido muito do género Distópico. No entanto, na reta final do livro, fiquei colada e assoberbada com as voltas e reviravoltas que nos são presenteadas e claro a evolução/caracterização das personagens que é para mim o ponto mais importante desta Narrativa. De mencionar também a sensação com que fiquei de estar mesmo lá a viver o que eles estão a viver, as dores, o sofrimento, a incerteza… é o tipo de Narrativa que nos prende, que nos emociona e quase no final ainda caiu a lagriminha da praxe (sou uma chorona literária autêntica!).

“Puros” para mim é uma história de coragem, de amor, de ganância e loucura do ser Humano. Assemelha-se sim e como publicitado ,aos “Jogos da Fome” justamente por termos presente uma Distopia que num futuro não muito distante poderia tornar-se real. A autora estudou a temática das bombas atómicas e aplicou-a aqui de forma ficcional mas até que ponto é que é só ficção?

Gostei bastante, e quero mais!!

Para mais Informações, consultem o website da Editorial Presença aqui.

Boas Leituras a todos!

Mónica Mil-Homens

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Posted on 18 de Julho de 2014, in FC&F, Geral, Reviews and tagged . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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