Em Parte Incerta – Gillian Flynn – 11 X 17 (Versão de bolso)

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Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 672
Editor: 11 X 17
ISBN: 9789722530019

Sinopse:

Uma manhã de verão no Missouri. Nick e Amy celebram o 5.º aniversário de casamento. Enquanto se fazem reservas e embrulham presentes, a bela Amy desaparece. E quando Nick começa a ler o diário da mulher, descobre coisas verdadeiramente inesperadas…
Com a pressão da polícia e dos media, Nick começa a desenrolar um rol de mentiras, falsidades e comportamentos pouco adequados. Ele está evasivo, é verdade, e amargo — mas será mesmo um assassino?
Entretanto, todos os casais da cidade já se perguntam, se conhecem de facto a pessoa que amam. Nick, apoiado pela gémea Margo, assegura que é inocente. A questão é que, se não foi ele, onde está a sua mulher? E o que estaria dentro daquela caixa embrulhada em papel prateado escondida atrás do armário de Amy?
Com uma escrita incisiva e a sua habitual perspicácia psicológica, Gillian Flynn dá vida a um thriller rápido e muito negro que confirma o seu estatuto de uma das melhores escritoras do género.

Gillian Flynn é autora de Dark Places, best-seller do New York Times que foi eleito melhor livro de 2009 pela Publishers Weekly, foi um dos favoritos dos críticos da New Yorker, a primeira escolha do Chicago Tribune na área da ficção e o livro de escolha para o verão da Weekend Today. É também autora de Sharp Objects, vencedor do Dagger Award e nomeado para o Edgar Award de romance de estreia, escolha da BookSense e da seleção de Descobertas da cadeia de livrarias Barnes & Noble. A autora está publicada em vinte e oito países. Vive em Chicago com o marido e o filho.

Opinião:

Sabem aquele livro que queríamos ler há muito mas não ainda o tínhamos connosco? Este é um deles. Tive com este livro na mão tantas vezes que nem as consigo contar, mas o preço nunca me permitiu a comprar. Cheguei a pedir emprestado, mas não tive sorte. Quando saiu esta edição de bolso, obviamente que com um preço muito simpático (8,10€) nem pensei duas vezes que era desta. E eis que mais uma vez o meu querido amigo Bruno Veríssimo me ofereceu um livro e fiquei radiante.

Logo no dia seguinte peguei nele para começar a ler, a sinopse tinha-me aguçado o apetite durante dois anos e não queria perder mais tempo.
Primeira reacção foi de que estava a gostar de facto da narrativa, muito fluída e de compreensão fácil e directa e claro que só poderia melhorar…mas não. Ao fim de 70 páginas estava completamente desiludida e aborrecida de morte com o livro. Como não sou de desistir, principalmente pela expectativa que me criou, meti outras leituras pelo meio e retornei ao mesmo sensivelmente 1 mês depois e li mais um pouco (até 200 páginas). E nada. Pura e simplesmente não conseguia sentir nada com a história narrada. As personagens e a sua complexidade de histórias paralelas e narradas em separado era interessante mas não chegava e não chegou. A acção parecia parada, enfadonha e sem desenvolvimento, sem “puxar carroça” ao imaginário. Mas não desisti e eis que ao chegar às 400 páginas me desperta a primeira (e única) pontinha de interesse, quando efectivamente nos é dado a perceber que afinal aquilo que parecia não era e que a relação de Amy e Nick é do mais louco, disfuncional e doentio que pode haver. Foi o que me prendeu até ao fim, o tentar compreender até onde chegaria a autora com a trama que criou. Mas verdade seja dita que quando não se gosta, não se gosta mesmo e não, não gostei desta leitura. Do ponto de vista da escrita está muito bom, a autora é realmente excelente e criou uma história capaz de facto emocionar o leitor e deixá-lo boquiaberto, e eu queria ter sentido isso mesmo e não consegui. Com isto ainda não vi o filme e foi um dos motivos também que me despertava tanto interesse este livro…

Quero também frisar que esta é a minha opinião e vale aquilo que vale.

 Trailer da adaptação a filme

Dei duas estrelas no Goodreads pela escrita brilhante da autora, porque por mais que não tenha gostado da forma como a história se desenvolveu e acima de tudo odiei o final, ela escreve mesmo muito bem.

Mónica Mil

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Posted on 13 de Junho de 2015, in Geral, Reviews. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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