Opinião – Grey – E.L. James – Lua de Papel

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Edição/reimpressão:2015
Páginas: 600
Editor: Lua de Papel
ISBN: 9789892333212

Sinopse:

Veja o mundo de As Cinquenta Sombras de Grey, como se fosse pela primeira vez, através dos olhos de Christian Grey.

E.L. James oferece-nos uma nova perspectiva da história de amor que enfeitiçou milhares de leitores em todo o mundo, agora narrada pelo próprio Christian, que nos dá a conhecer os seus pensamentos e sonhos.

Christian Grey quer exercer um controlo férreo sobre todas as coisas, o seu universo é meticuloso, disciplinado e profundamente vazio – até ao dia em que Anastasia Steele dá um trambolhão no seu escritório, numa confusão de pernas bem torneadas e revoltos cabelos castanhos. Ele bem tenta esquecer que a conheceu, mas em vez disso é invadido por um turbilhão de emoções que não consegue compreender… e ao qual é incapaz de resistir. Ao contrário de todas as mulheres que conheceu antes, a tímida Ana parece conseguir vê-lo como ele realmente é – um coração frio e ferido que a faceta de génio dos negócios e o estilo de playboy não conseguem esconder.
Será que possuir Ana será suficiente para que Christian se livre dos horrores de infância que ainda hoje o perseguem, noite após noite? Ou será que os seus negros desejos sexuais, a sua obsessão pelo controlo, e o ódio contra si mesmo que lhe preenchem a alma vão afastar Ana e destruir para sempre a frágil esperança que ela lhe oferece?

Opinião:

Antes de qualquer coisa, sou fã desta História. Sou fã assumida, li a trilogia, fui ver o filme com o marido em sala VIP no dia da Estreia. O Gustavo também é fã apesar de só ter lido o primeiro livro. Mas adorou o filme. Quero eu dizer com isto é que a minha opinião vai ser sempre pessoal, sentimental e lamechas porque é assim que eu me sinto e senti a ler. É um cliché, é supostamente trash literature, é para mulheres mal amadas, mal nas lidas da “cama” etc etc etc… mas eu GOSTO. Foi a única trilogia erótica que li (e existem agora centenas de livros do género por todo o lado e possivelmente bem melhores) e vou manter-me assim. Existem histórias que por mais ficção que sejam nos identificamos com elas. E eu identifico-me com esta. Não com as palmadas, com as chibatadas, com o sexo à bruta (e que bem que sabe) mas com as Sombras do Christian e com a alma atormentada que ele é.  Com a história de amor que aconteceu entre uma pessoa completamente marada dos cornos (e peço desculpa o termo) e outra meio aparvalhada para a vida (demasiado, mas já falamos nisso mais à frente).

Na prática e vamos ser realistas, “Grey” não nos traz nada de novo. Ou melhor de novidade. Portanto se esperam algo novo, não leiam/comprem. A perspectiva de Christian é sem dúvida mais ousada, mais ordinária, mais bruta e julgo que era isso que se pretendia ou esperava, mas isso não é novidade na história em si. É a mesma história. Afinal ele não é uma cavalgadura colossal que bate em mulheres? Continua a ser. No entanto, e eu sabendo como tudo começa, como tudo acaba e conhecendo as personagens como se “fizessem parte de mim” peguei no livro na noite de Sexta-Feira e acabei-o na madrugada de hoje,Domingo (non-stop reading madness). E mantenho a opinião que tive aquando fiz a review à Trilogia (aqui, mas com Spoilers, atenção, e foi uma opinião ainda nem eu sonhava ter blog), gosto e gostei da evolução de Christian, mas a de Anastacia não. Anastacia foi sempre (e mesmo sendo ela a contar a história) uma personagem sem sal, demasiado “ingénua e ameninada” e eu nunca consegui gostar dela tanto como se calhar deveria. E não é porque ela “aceita” e “tolera” aquilo que ela aceitou e tolerou. É porque as acções dela foram sempre desinteressantes e muitas delas sem nexo.

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Tenho que manifestar a minha profunda desilusão pelo “curto” que o livro se tornou e porque a autora não foi ousada em dar-nos mais da perspectiva dele. Fiquei ávida de mais, saber mais por ele, sentir mais os seus medos, as suas frustrações, e a sua fome de Ana. Grey é uma personagem (e sim é uma PERSONAGEM NUMA OBRA DE FICÇÃO, NÃO ANDA POR AÍ A ESPANCAR MULHERES INDEFESAS) doentia, que quer desesperadamente sarar as feridas do seu passado e sentir o que é amor verdadeiro e que nos deixa completamente a seus pés. E o bom da ficção é mesmo isso, ser ficção, podermos ler, imaginar, sem que na vida real isso tenha que acontecer ou seja um desejo nosso isso acontecer. É fantasia e raios, porque é que devemos ser criticados por fantasiar sem prejudicar ninguém? Aqui em casa até foi bem divertida a leitura, por isso há sempre coisas proveitosas a tirar 😉

Acho que a autora com este livro, apenas quis pôr um ponto final nas coisas, relembrar o primeiro livro visto que o primeiro filme esteve no cinema há pouco tempo e claro fazer mais uma pequena fortuna (em paralelo com os filmes e com os livros já editados). Quem sou eu para a censurar? Eu ajudei-a nisso e lamento mas não sinto vergonha nenhuma em o ter feito. Porque Grey só existe um e foi ela que o criou.

A minha avaliação? É livro só para fãs assumidos e que já tenham lido a Trilogia e gostado. Ou que gostem de uma boa apimentada na rotina 😉

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Nota Especial: É importante frisar que somos um casal a gerir este Cantinho e somos veemente CONTRA todo e qualquer tipo de violência doméstica e que há que distinguir práticas sexuais consensuais entre adultos de violência.

Mónica Mil-Homens

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Posted on 13 de Setembro de 2015, in Geral, Reviews. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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