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[Opinião] O Vale dos Malmequeres – de M. Lacroix – Chiado Editora

Chegou-nos ao correio esta surpresa por parte da Chiado Editora a quem agradecemos por se terem lembrado de nós, ainda meio incrédulos por termos sido agraciados com esta gentileza tratámos logo de ler a sinopse que nos deixou com curiosidade e vontade de pegar no livro. Por aqui consideramos um romance de história alternativa.

 

Autor: M. Lacroix
Data de publicação: Maio de 2017
Número de páginas: 436
ISBN: 978-989-774-199-9
Colecção: Viagens na Ficção
Género: Ficção

Sinopse:

Tal como uma árvore sem raízes não vinga, assim uma causa sem líder é inútil. Os jovens dos anos sessenta e princípios dos anos setenta foram obrigados a suportar sacrifícios incomensuráveis numa guerra colonial que os viria a marcar para toda a vida. A união que prevalecia entre eles quando regressaram à pátria, nunca surgiu com força capaz de fazer valer suas aspirações que não eram mais que o reconhecimento do martírio que haviam suportado. Faltou-lhes um líder. Alguém que unisse os elos da corrente tornando-a inconcussa. Alguém que abraçasse todos aqueles que numa desesperação aflitiva deixaram de acreditar na esperança, na vida. Este livro não fala sobre a guerra, antes descreve como teria sido tudo diferente se esse líder tivesse surgido. O romance além de espelhar uma multiplicidade de sentimentos conduz-nos a um mundo de esperança ainda que cientes das desgraças que possam advir.

O sonho necessita de dois ingredientes essenciais: vontade e determinação.

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Infelizmente sabemos pouco sobre o autor que julgamos ser um pseudónimo, tentaremos descobrir um pouco mais sobre o mesmo e descobrir de onde lhe veio a inspiração para esta obra.

Sendo o Gustavo ex-Militar dos tempos modernos mas interessado na História global, a primeira leitura ficou a cargo dele cuja a opinião damos a conhecer.

 

Opinião:

Com uma grande curiosidade para pegar nesta obra, fiz dela presença na minha mesa de cabeceira para aqueles finais de dia em que estamos cansados mas sem sono e sem paciência para futebois ou novelas.

Apesar de ter um tamanho considerável o livro é de uma leitura ligeira e agradável com um bom tamanho de letra que não cansa a vista, ressalva-se aqui e acolá alguns erros de formatação e parágrafos com espaçamento extra ou desenquadrado.

No inicio acompanhamos um ex-combatente a tentar localizar o grupo dos seus camaradas para realizar um convívio de reencontro passadas décadas desde a ultima vez que se viram.

Este grupo irá tornar-se no núcleo duro do enredo, iremos conhecer um pouco de cada membro que retrata milhares de ex-combatentes e como foi o desenrolar das suas vidas até aos nossos dias, o próprio grupo vai tentar unir-se para tentar ajudar todas as famílias da sua geração que de uma forma ou outra sentiram na pele as dificuldades do regresso dos veteranos de guerra.

Ao contrário de muitos livros que falam sobre a guerra do Ultramar e os ex-combatentes focando-se nos horrores vividos e sofridos ou analisando as causas e consequências desse mal este livro desde cedo é diferente no tom e no foco, apesar de não retratar por completo nem dar muito tempo de antena aos tempos da guerra, essa “nuvem” paira por cima dos personagens mas ao contrario do esperado, em vez de ter a carga negativa habitual, é a causa motivadora de todo o esforço e o suporte para o objectivo final, o bem estar da “família” de ex-combatentes, todo o livro se pauta por uma temática positiva, quase utópica, mas de uma forma tão coesa e verosímil que nos dá vontade de ir à procura deste grupo, arregaçar as mangas e ajudá-los nesta tarefa hercúlea.

Há momentos marcantes no livro, quer pelos detalhes deliciosos ou em contraponto pelo impacto que causa quer no leitor quer no próprio desenrolar do enredo.

Em poucas noites despachei a leitura tendo ficado com uma sensação “e se”… posso parecer parcial mas efectivamente a leitura deste livro faz-nos voltar a questionar certos valores que a sociedade tem como adquiridos mas que nos tempos que correm parecem ter sido corrompidos, alterados, perdidos… Fica a ideia de que o quadro que o livro propõe é bastante plausível e concretizavél mas acabando por concordar com a sinopse, falta um líder.

Aconselho vivamente a leitura desta obra e talvez um debate aberto não restrito aos ex-combatentes mas aberto a todos os ex-militares e à sociedade em geral.

Para mais informações sobre o livro podem consultar a página da Editora Chiado aqui onde está disponível quer para encomenda quer em eBook.

Mónica & Gustavo Mil-Homens

2º Aniversário

Boa noite a todos, é verdade aqui neste cantinho sopramos duas velas.

Quem diria que um pequeno hobby iria evoluir e chegar a este patamar.

A todos vós o nosso sincero agradecimento por nos apoiarem e espero que nos continuem a acompanhar por esses livros fora.

Entretanto estamos a estudar algumas alterações ao blog que julgo virem a marcar a diferença. Mantenham-se atentos à nossa página de Facebook pois poderemos solicitar a vossa opinião.

 

Boa noite a todos e boas leituras

 

Gustavo e Mónica

 

P.S. – Não se esqueçam do passatempo a valer um livro até dia 15.

[Opinião] A Alvorada dos Deuses, Filipe Faria – Editorial Presença

Hoje trago-vos o ultimo livro do Filipe Faria autor da saga Crónicas de Allaryia também pela Presença.

 

 

filipe faria

Coleção: Via Láctea
Nº na Coleção: 129
Data 1ª Edição: 19/11/2015
Nº de Edição:
ISBN: 978-972-23-5706-7
Nº de Páginas: 176
SINOPSE:
No inverno de 1477, Berardo de Varatojo, padre franciscano estigmatizado, viaja para a distante Thule (Islândia) em busca de respostas para a sua crise de fé. Contudo, acaba raptado por desconhecidos antes de as conseguir encontrar. Os seus captores afirmam ser deuses, os sete destinados a sobreviver a um Crepúsculo dos Deuses de que nunca ouvira falar.
Aqueles que Berardo toma por feiticeiros pagãos confessam-se numa encruzilhada, culpando o Deus cristão pelo seu dilema. Segundo eles, o franciscano é precisamente a chave para a sua salvação, embora ele não consiga sequer conceber como.
Porém, essa é a menor das preocupações de Berardo, que se vê constantemente atormentado por visões e pesadelos de uma era antiga… E os seus captores não foram os únicos sobreviventes do Crepúsculo dos Deuses.
Um mal antigo persegue-os até às entranhas fogosas de Thule, onde deuses e crenças se confrontarão. E, onde Berardo terá de pôr cobro a uma disciplina imemorial, com o destino da própria Humanidade em jogo.
OPINIÃO:
Antes de mais um agradecimento à Presença por nos ter facultado o livro, em segundo um pedido de desculpas ao Filipe Faria pois não levei três horas a “despachar” esta obra mas prometo que retornarei a ela em momentos futuros para novas leituras.
Por forma a enquadrar historicamente a época retratada e reforçar o excelente trabalho do autor faço aqui uma breve introdução ao período em que esta narrativa decorre.
1477 faz parte do ultimo quartel do Séc. XV no final da época medieval (ou Idade Média) numa altura em que se assiste a uma grande expansão do Cristianismo para fora das antigas fronteiras do grande Império Romano e o choque de culturas que dai adveio. De relembrar que o Norte da Europa e a zona Escandinava mal sofreram influências directas do Império Romano, pelo contrário, o Império é que foi sendo alvo de influências oriundas dos povos “germanos” que chegaram ao ponto de serem escolhidos para a guarda pessoal do Imperador e posteriormente através de invasão terem levado à queda do Império. Assim é natural que a cultura nórdica tenha perdurado e resistido além da Romanização, no entanto com tantos elementos Germanos incorporados no Império e a posterior cristianização dos diversos povos de origem Nórdica que se expandiram por toda a Europa chegando mesmo ao nosso canto à beira mar plantado. Chamo também a atenção que para o Homem Medieval todas a figuras mitológicas como Manticoras, Hipogrifos, Leviatãs e Unicórnios existiam e São Jorge matou efectivamente um Dragão em defesa de uma princesa. Assim toda a mitologia nórdica era considerada pagã e atemorizava o mais comum dos mortais razão pela qual muitos homens de fé faziam seu objectivo de vida levar a palavra de Deus aos mais recônditos e selvagens cantos da terra criando para isso verdadeiros bastiões do Cristianismo.
É em plena viagem com destino a um destes bastiões que vamos encontrar Berardo de Varatojo emerso em questões que põe em causa a sua fé para as quais procura respostas que estariam assentes numa cópia de um documento guardado na longínqua Thule. Berardo consegue chegar ao seu destino e inicia os seus estudos, paralelamente é acometido por uns sonhos/visões sobre uma realidade diferente daquilo que conhece e que provocam um agudizar dos seus estigmas.
Porem os seus pacatos dias de estudo são interrompidos e Berardo vê-se envolvido com um grupo de estranhos feiticeiros pagãos que culpam o Deus cristão por ter roubado os seus fieis e os ter lançado num limbo para o qual Berardo será a chave, inicia-se assim uma nova viagem onde é sempre confrontado com inverdades religiosas e uma suposta realidade sem nexo. Falam-lhe dos salões de Valhalla aos quais não podem aceder, do Ragnarok que é nada mais nada menos que o equivalente ao Armagedão  Cristão.
Nesta obra o autor retrata-nos a mitológica Asgard após o embate com o Cristianismo que se apoderou de lugares chave fechando assim as portas aos deuses de Asgard.
Adorei a obra que de certa forma me fez lembrar outras duas sagas interessantes que roçam de formas diferentes várias figuras da mitologia bem como o choque de culturas e as suas consequências, O Códice de Merlin de Robert Holdstock e as incontornáveis Brumas de Avalon de Marion Zimmer Bradley. Com uma prosa gráfica (ou não tivesse sido originalmente um guião de BD) e directa que nos leva a reanalisar a Cristianização do mundo conhecido de uma forma romanceada mas ao mesmo tempo bem vivida quase real.
Dei cinco estrelas no Goodreads e mantenho a classificação, pode ter demorado a ver a luz do dia, mas julgo que valeu a pena o esforço, parabéns Filipe.
Para mais informações sobre o livro podem consultar a página da Presença.
Um abraço a todos e boas leituras
Gustavo

[Opinião] Batalha Entre Sistemas – de J. A. Alves – Chiado Editora

Antes de mais o nosso sincero agradecimento ao autor por nos ter permitido deliciar-nos com esta obra.

Numa visita a uma livraria da nossa praça este titulo tinha ficado já debaixo de olho quando alguns dias depois recebemos uma mensagem no Facebook a sugerir-nos precisamente este titulo, acto imediato fomos à procura de mais informações sobre a obra e fizemos a divulgação da mesma aqui.

batalha

Autor: J. A. Alves
Data de publicação: Maio de 2015
Número de páginas: 716
ISBN: 978-989-51-3556-1
Colecção: Viagens na Ficção
Género: Ficção

Sinopse:

Naquele momento, a Galáxia estava virada para os acontecimentos que sucediam entre os dois Sistemas estelares vizinhos, separados pelo deslumbramento de uma estrela encarnada e por uma devastadora guerra religiosa que já durava há algumas décadas. Constava-se que os eventos entre Sistema Encarnado e Cloud tiveram o seu génesis no momento da descoberta de um portal infernal, algures na zona de El’Kabur – o lado mais escuro do Universo, por conquistadores cloudeanos a mando dos seus ambiciosos ministros, libertando um exército de criaturas lideradas pelo Sem Corpo, um ser superior cuja maior ambição era conseguir um corpo físico que durasse uma eternidade e assim conseguir reconstruir o seu império, tendo Cloud como um dos seus objectivos.
Governado há tempos idos por uma casta de monges reis, que cultivavam a prática de uma antiquíssima religião pacífica, mas poderosa, que simplesmente denominavam como Disciplina, Encarnado enfrentava os seus próprios problemas. Idris, o atual monge rei, vê-se obrigado a abandonar o Sistema, deixando-o desfragmentado. Ele sabe que terá que sacrificar a esposa e os quatro filhos por um bem maior.

A luta entre a Luz e as Sombras não se fará esperar.

O Autor:

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Nascido em Caracas (Venezuela) em 1972, J. A. Alves desde cedo entrou no mundo literário. Sendo um fã incondicional de Star Wars e colecionador de figuras, veículos e merchandising da saga. Foi mesmo com a novelização do filme de George Lucas que, aos 8 anos de idade, apanhou o gosto pela leitura. Para além de desenhar e pintar, também tem como hobbie o cinema, especialmente de ficção científica, fantasia e terror. Já fez parte de um grupo de danças latinas e o seu primeiro romance publicado em 2012, intitula-se La Dueña, Devoradora de Homens.

Página Oficial de Facebook do autor Aqui.

Opinião:

Antes de mais alguns avisos ao leitor incauto, o livro é GRANDE, cerca de 701 páginas de leitura em letra pequena, logo não é um livro para ler de empreitada e com iluminação deficiente, também aconselho a pré-formatar o seu cérebro para lidar com uma eventual tradução abrasileirada de um livro inglês por forma a facilitar a compreensão a acção narrada e saltar pelas diversas gralhas sem se deter na deliciosa leitura e imersão neste universo fantástico.

A narrativa inicia com uma pequena introdução à guerra que opõe os dois sistemas Cloud e Encarnado e salta para uma acção bélica clandestina por parte de uma pequena força Cloudiana. Para lidar com esta nova crise o Conselho de Encarnado reuniu-se mais uma vez sem a presença do seu monarca o Monge Rei Idris, Guardião da Disciplina a velha religião de Encarnado já quase esquecida em que os seus mestres eram capazes de incríveis proezas manipulando a luz.

A acção centra-se em volta da familia do Rei Idris, principalmente dos seus quatro filhos também eles dotados na arte da Disciplina, e dos objectivos do Imperador de Cloud, um ser demoníaco que tomou posse do corpo do antigo lider Cloudiano.

Ao avançar na leitura e sendo eu um fã da saga Star Wars começa a ser notório a inspiração desse Universo nesta obra, a viagem de treino do jovem Luke a Dagobah para o seu treino como Jedi Knight encontra paralelo na viajem do dois irmãos Aiwan e Veyle Jon até Telver, o planeta d’os belos. Há mais elementos que nos lembram o Universo de Star Wars, mas esses ficam para o leitor os descobrir.

Como personagem principais temos a pequena Saphie e a sua irmã Nickness filhas de Idris bem como Sisterool o demoníaco sem corpo.

Adorei a construção e evolução da personagem de Saphie, uma moça inteligente, super techie e mesmo assim muito meiga, fazendo-me lembrar alguém que eu conheço muito bem…

Os avisos que fiz no inicio da opinião são importantes pois de outra forma é complicado apreciar-se devidamente esta obra, carece de uma grande revisão caso venha a ser re-editada pois por vezes a nossa heroína passa de Saphie a Sofia e retorna ao nome original na mesma página, os termos de navegação inter-estelar confundem-se com os termos de navegação marítima bem como as respectivas designações de veículos. É verdade que para o publico nacional  o livro é um bocado grande e concedo que talvez tivesse beneficiado surgir dividido em duas partes, no entanto aconselho a leitura e que não se deixem abater  e insistam em ultrapassar o primeiro terço do livro pois a acção vai-se desenvolvendo num crescendo e termina num confronto em três frentes diferentes das duas forças opositoras com desfechos curiosos e sui generis, deixando no ar muito pano para mangas.

Dei quatro estrelas no Goodreads sendo que meia é uma aposta no futuro.

Fiquei curioso de que forma o autor irá resolver alguns “problemas” e que outras facções poderam surgir no futuro.

Para mais informações sobre a obra podem consultar o site da Chiado Editora.

Gustavo Mil-Homens

Opinião: The Hungry City Chronicles – Editorial Presença

Desta feita trago-vos uma saga do autor Philip Reeve, da qual ainda só foram publicados os 3 primeiros livros pela Editorial Presença.

Esta saga não tem nome em Português daí o titulo em Inglês deste post.

engenhosmortiferos

por Philip Reeve (Autor)
Coleção:Via Láctea
Nº na Coleção: 17
Data 1ª Edição: 27/02/2004
Nº de Edição:
ISBN: 972-23-3160-4
Nº de Páginas: 256
Dimensões: 150x230mm
Sinopse: 
Numa época pós-apocalíptica, há muito que os seres humanos abandonaram a vida no solo do planeta Terra, e apenas os bárbaros aí permanecem. Todas as cidades, das mais pequenas e insignificantes às grandes metrópoles alimentam-se umas das outras devorando-se segundo as regras de um Darwinismo Municipal profundamente desumanizado. Sempre que uma cidade é capturada é integrada no interior da sua predadora. Londres, uma das metrópoles só poderá tornar-se soberana se dizimar milhões de seres humanos sem dó nem piedade, e muitos estão prontos a fazê-lo. Tom e Hester testarão todos os seus limites na tentativa de impedir o genocídio, mas será a sua coragem suficiente para travar aquele plano diabólico? Uma leitura única, enriquecida pela simbiose de vários géneros literários – thriller noir, ficção científica e aventuras fantásticas. Engenhos Mortíferos é o primeiro volume de uma trilogia.
ouroPredador
Coleção: Via Láctea
Nº na Coleção: 20
Data 1ª Edição: 10/06/2004
Nº de Edição:
ISBN: 972-23-3204-X
Nº de Páginas: 268
Dimensões: 150x230mm
Sinopse: 
Este autor fez a sua estreia literária com Engenhos Mortíferos, título já publicado na colecção «Via Láctea» e primeiro desta trilogia. Não só a recepção do público foi entusiasta como conquistou o Nestlé Smarties Book Prize Gold Award de 2002.
O Ouro do Predador é a sequência do primeiro volume, uma história decorrida num mundo apocalíptico em que os humanos são forçados a viver em metrópoles perpetuamente em movimento, protegidas das radiações no exterior. Isso não impede todavia que se guerreiem constantemente, como verdadeiros predadores em relação umas às outras, num sistema designado por Darwinismo Social. Neste segundo livro, reencontramos os jovens Tom e Hester que, após dois anos de despreocupadas deambulações, se encontram de novo confrontados com tenebrosos perigos. Um épico imaginativo e empolgante, que certamente não decepcionará os que leram Os Engenhos Mortíferos e vibraram com o poder da imaginação do seu criador.
Máquinasinfernais
Coleção:Via Láctea
Nº na Coleção: 37
Data 1ª Edição: 19/01/2006
Nº de Edição:
ISBN: 972-23-3490-5
Nº de Páginas: 288
Dimensões: 150x230mm
Sinopse:
Philip Reeve é o autor desta fascinante série que a colecção «Via Láctea» tem vindo a publicar:Engenhos Mortíferos (2001) e O Ouro do Predador (2003) foram os dois primeiros títulos e, entre todos, incluindo agora Máquinas Infernais (2006), existe continuidade. Estes sucessivos episódios passam-se num futuro longínquo, pós-apocalíptico, milhares de anos após a Grande Guerra dos Antigos (nós!) que praticamente destruiu o mundo em sessenta minutos. Neste livro reencontramos Tom e Hester, um casal de aventureiros que após sangrentas lutas encontrou refúgio em Anchorage, a sumptuosa e decadente metrópole, agora sedentária, na costa do Continente Morto (a América do Norte), onde a natureza se regenerara o suficiente para oferecer um ar respirável e um território reverdecido. Aí vivem pacificamente com a filha de 15 anos, Wren. Contudo, quando os Meninos Perdidos entram de novo em cena, tudo recomeça. Uma história fantasticamente imaginativa e trepidante de acção, a que não falta uma subtil ironia que atinge certeira a civilização dos Antigos…
Opinião:
Antes de mais um pequeno detalhe, apenas li os livros publicados pela Presença e lanço aqui o desafio para publicarem o 4º livro, pois o final do 3º… digamos que não conclui :D, precisamos do 4º Urgentemente 😉 para quem quiser saber algo pode sempre consultar o Goodreads.
A saga retrata o nosso querido Planeta Terra uns bons milhares de anos no futuro (ou se calhar só algumas centenas, hum…) num clima pós-apocalíptico e steampunk em que devido à falta de recursos e para garante da sobrevivência un certo engenheiro em Londres arranjou forma de elevar completamente a metropole e dotá-la de meios de locomoção, imaginem um misto de monster trucks americanos e aqueles camiões gigantes das minas a céu aberto, mas N vezes maiores.
SuperTruck
E qual o objectivo de dotar as cidades de mobilidade, a caça de recursos, segundo uma nova teoria, o Darwinismo Municipal onde as Metropoles mais fortes caçam as mais fracas e absorvem os materiais e recursos para si. O que leva a cenas de perseguições ao gênero BBC Vida Selvagem mas com cidades umas atrás das outras durante horas ou mesmo semanas por essa terra devastada e lamacenta onde antes existiu uma Europa, existindo cidades anfibias, voadoras, necrofegas e até mesmo piratas.
A acção começa a “bordo” da Metropole Londres uns valentes séculos após se ter tornado móvel, onde vamos encontrar um orfão aprendiz de historiador, Tom Natsworthy que idolatra e almeja ser como Thaddeus Valentine o presidente do Grémio dos Historiadores e mundialmente famoso arqueologo.
Nas suas lides Tom depara-se com um atentado à vida do seu idolo e tenta capturar o culpado, nessa tentativa leva-o para o mundo exterior onde para subreviver terá de se aliar a Hester Shaw, a meliante com uma brutal cicatriz na cara que tentou matar Valentine.
Na tentativa de regressar a Londres, Tom e Hester encontram uma “aviadora” Anna Fang e tomam conhecimento mais aprofundado sobre a Liga Antitracionismo e a sua incansável luta de tentar parar as Metropoles Predadoras e re-estabelecer a ordem da natureza.
Com os principais elementos lançados vamos acompanhando esta dupla improvável numa roda viva de peripécias há medida que alguns segredos dos Antigos são revelados e as terriveis consequencias e efeitos desses segredos.
Aconselho vivamente a leitura desta serie para qualquer leitor dos 8 aos 80 😀
Tem vários apontamentos que nos fazem questionar o rumo actual que a Humanidade está a tomar e se o cenário que o autor criou será apenas ficção e não uma possibilidade futura.
Dei 4 estrelas no Goodreads porque não é possivel dar 4,5 e porque há algumas partes da narrativa em que temos a sensação de atropelamento criativo na escrita e que choca com o ritmo próprio dos livros.
Fica aqui o repto à Editoria Presença para publicarem o final desta saga e para quem quiser saber mais informações sobre os livros já publicados é dar uma vista de olhos no site da Presença.

Opinião – “A Saga de Alex 9”, Saída de Emergência

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A Saga de Alex 9 
de Bruno Martins Soares
O George R. R. Martin português
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 608
ISBN: 9789896374396
Coleção: Bang!
Sinopse

Dois planetas em diferentes etapas de desenvolvimento. Duas guerras que podem levar ao extermínio. Uma profecia desconhecida. Qual será o papel de Alex 9?

Estamos no século XXII. Alex 9 é uma órfã adotada por uma poderosa corporação e treinada para ser a mais temível arma de combate que já existiu. Envolvida numa missão da qual desconhece os contornos, é lançada para os confins do espaço e só acorda duzentos anos depois na Terra. Mas não é a nossa Terra. Este novo planeta em tudo semelhante ao nosso vive numa Idade Média onde impérios se enfrentam em sangrentas batalhas. E a chegada de Alex 9 veio baralhar tudo pois cumpre uma antiga profecia. Atacada por forças misteriosas que procuram destruí-la, a jovem também encontra aliados inesperados e, quem sabe, algo que sempre julgou não estar destinado a si. Numa saga repleta de perigos, para sobreviver Alex 9 terá de desvendar os mistérios que levaram dois mundos distantes no espaço e no tempo a embrenharem-se em guerras sangrentas. E com armas magnéticas, espadas japonesas, batalhas de naves e cargas de cavalaria a concorrerem entre si, só uma mulher como Alex 9 tem hipóteses de o fazer. Mas qual será o preço?

Opinião
Devo confessar que antes de colocar os meus olhos na bela lombada deste livro numa prateleira de uma muito afamada loja de cultura 😛 que desconhecia por completo a obra e o autor. De qualquer modo após ler a sinopse este livro passou automaticamente para a minha lista “To Get“, após uma tentativa gorada de um conjunto de amigos em me oferecer (não o encontravam em lado nenhum), no meio de um daqueles passeios de ver as novidades deparei-me com este volume e não o larguei mais, e ainda bem.
Um alerta importante que faço é que na prática este volume trata-se de 3 livros em 1, ao estilo dos Omnibus anglofonos, logo não deve ser considerado como um simples livro e muito menos para ler de empreitada, deve sim estar presente na mesa de cabeceira para nos irmos deliciando com a narrativa e ir vivendo as alucinantes aventuras de Alex 9.

Na minha opinião devem enquadrar o universo do livro como uma mistura de James Bond meet Van Helsing mas sem os monstros e vampirada.

Em a Saga de Alex 9 conhecemos a Tenente-Coronel Alex 9, da 3ª Unidade de Comandos de Elite, Secção Alfa, do Departamento de Operações Especiais da Takahashi-McNamara, elemento de um exercito  corporativo numa era em que a exploração e colonização espacial vai de vento em popa comandada por diversas empresas que se foram fundindo em algumas corporações levando a que os governos já não tenham grande força ou identidade não passando de meros departamentos burocráticos onde se registam patentes e pretensões.

Orfã, Alex 9 foi cuidada, educada e treinada desde pequena pela Takahashi-McNamara, tendo-se tornado no melhor elemento dos Comandos de Elite a quem confiavam as missões mais difíceis, é no meio de uma dessas missões em pleno inicio da Guerra Corporativa que a vamos encontrar já em plena fuga munida de diversos “gadgets” que fariam inveja de qualquer 007. É durante a fuga que algo corre mal e Alex 9 acorda 200 anos depois à deriva no espaço… Ao tentar saber a sua localização depara-se com um curioso sistema solar em tudo semelhante ao nosso, mas não é o nosso e ao verificar o 3º planeta a contar do “Sol” descobre um mundo semelhante ao seu mas de estrutura medieval…

Paralelamente acompanhamos a missão do mestre de Alex 9, Pierre Bach, um antigo operacional e especialista em artes marciais, no seguimento da fuga desta de Marte e nos esforços para a encontrar e ajudar na nova missão.

Achei interessante esta dualidade em que durante dois terços da narrativa acompanhamos em paralelo as acções de Alex 9 e de Pierre Bach, mas em tempos diferentes, no entanto estas acções são complementares e vão sugerindo muitos porquês até uma magistral fusão de ambas as linhas de uma forma maravilhosa.

O final não desilude mas deixa muita àgua na boca para eventuais continuidades. Recomendo vivamente, mas nunca é de mais reforçar que é para ler doseadamente.

Alerto para a confusão inicial na leitura em identificar os tempos e lugares a que os parágrafos se referem, quer a diferença da linha temporal de Alex 9 e de Pierre Bach, quer acções paralelas de outras personagens importantes no reino de Brodom.

20150615_185245Dei 4 estrelas no Goodreads tendo em especial atenção que se trata de um Omnibus português e como tal já merece destaque, uma boa qualidade de impressão e excelente grafismo bem como os diversos mapas que ilustram algumas das importantes batalhas da acção.

 

Para mais informações e ler um excerto do livro podem consultar o site da Editora Saída de Emergência.

Opinião – O Marciano, Andy Weir – Editora Topseller

Capa Marciano
O Marciano
de Andy Weir
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 384
Editor: TopSeller
ISBN: 9789898626387

Sinopse

Uma Missão a Marte. Um acidente aparatoso. A luta de um homem pela sobrevivência.

Há exatamente seis dias, o astronauta Mark Watney tornou-se uma das primeiras pessoas a caminhar em Marte. Agora, ele tem a certeza de que vai ser a primeira pessoa a morrer ali.

Depois de uma tempestade de areia ter obrigado a sua tripulação a evacuar o planeta, e de esta o ter deixado para trás por julgá-lo morto, Mark encontra-se preso em Marte, completamente sozinho, sem perspetivas de conseguir comunicar com a Terra para dizer que está vivo.

E mesmo que o conseguisse fazer, os seus mantimentos esgotar-se-iam muito antes de uma equipa de salvamento o encontrar.

De qualquer modo, Mark não terá tempo para morrer de fome. A maquinaria danificada, o meio ambiente implacável e o simples «erro humano» irão, muito provavelmente, matá-lo primeiro.

Apoiando-se nas suas enormes capacidades técnicas, no domínio da engenharia e na determinada recusa em desistir, e num surpreendente sentido de humor a que vai buscar a força para sobreviver, ele embarca numa missão obstinada para se manter vivo. Será que a sua mestria vai ser suficiente para superar todas as adversidades impossíveis que se erguem contra si?

Fundamentado com referências científicas atualizadas e impulsionado por uma trama engenhosa e brilhante que agarra o leitor desde a primeira à última página, O Marciano é um romance verdadeiramente notável, que se lê como uma história de sobrevivência da vida real.

Opinião

Com uma capa simples e directa este livro apresenta-se ao leitor sem qualquer presunção apenas com um teaser frontal… “Estou preso em Marte. Não consigo comunicar com a Terra. E todos julgam que morri.” que nos deixa logo curiosos e nos faz questionar, Como?

Numa época em que a exploração espacial saiu um pouco das noticias actuais mas cujos projectos continuam a decorrer com prazos enormes, por vezes com várias décadas desde a planificação ao lançamento, surge esta narrativa que paralelamente à acção principal nos vem dar um vislumbre das implicações de uma viagem espacial bem como as dificuldades de uma missão de socorro.

A narrativa começa em modo diário, onde conhecemos Mark Watney numa situação complicada, ficou encalhado em Marte e ninguém sabe que sobreviveu à tempestade. Ao longo do livro vamos acompanhando Mark (astronauta, engenheiro mecânico, biólogo) na sua luta pela sobrevivência num estilo que nos faz lembrar as engenhocas do MacGyver mas num ambiente completamente hostil, onde quase por milagre o nosso herói aprende com os erros.

O livro apresenta-se de tal forma coerente e plausível que não me admiraria muito que visse a ser utilizado como inspiração nas futuras missões tripuladas a Marte (ou a qualquer outro planeta), pois mostra quase tudo o que pode correr mal e quão impotentes são as equipes do controle de missão, aliás veja-se o caso da Apolo 13 em que foi uma luta contra o tempo e graças aos esforços de uma equipe em terra, que recorreu a outra cápsula igual ligada a um simulador, que tudo fizeram para encontrar a solução com os meios disponíveis a bordo.

De uma leitura viciante, agarra-nos deste a primeira página até à ultima letra, facilmente nos colamos à personagem principal, dona de um humor sui generis, sofremos com ele ansiamos pelo momento seguinte e ao chegar ao final ficamos a salivar e a questionar-mo-nos, e depois?

Adorei a parte geopolítica presente na tentativa de salvamento, todas as agências Espaciais se uniram com um fim e deixaram as questões politicas para serem debatidas depois.

Julgo que seria um bom titulo a ser adoptado nos programas escolares não só para línguas mas também para as ciências.

Este é um daqueles livros aos quais dou 5 estrelas, pois praticamente não encontro nada de negativo a apontar. Recomendo vivamente e aviso que vão achar que soube a pouco.

Para mais informações e um preview do livro consultem o site da Editora Topseller.

 

Opinião: “Mistborn – O Império Final” Saída de Emergência

O Império Final

O Império Final

BRANDON SANDERSON

Chancela: Saida de Emergência
Coleção: BANG
Data 1ª Edição: 06/06/2014
ISBN: 9789896376383
Nº de Páginas: 624
Dimensões: [160×230]mm
Encadernação: Capa Mole
Sinopse
Num mundo onde as cinzas caem do céu e as brumas dominam a noite, o povo dos Skaa vive escravizado e na absoluta miséria. Durante mais de mil anos, o Senhor Soberano governou com um poder divino inquestionável e pela força do terror. Mas quando a esperança parecia perdida, um sobrevivente de nome Kelsier escapa do mais terrível cativeiro graças à estranha magia dos metais – a Alomancia – que o transforma num “nascido nas brumas”, alguém capaz de invocar o poder de todos os metais.

Kelsier foi outrora um famoso ladrão e um líder carismático no submundo. A experiência agonizante que atravessou tornou-o obcecado em derrubar o Senhor Soberano com um plano audacioso. Após reunir um grupo de elite, é então que descobre Vin, uma órfã skaa com talento para a magia dos metais e que vive nas ruas. Perante os incríveis poderes latentes de Vin, Kelsier começa a acreditar que talvez consiga cumprir os seus sonhos de transformar para sempre o Império Final…

 

Opinião

Após o ter vislumbrado na Feira do Livro de Lisboa em 2014 ficou imediatamente na lista “to read“, graças à gentileza da Editora Saída de Emergência é com grande orgulho que trazemos à Biblioteca Mil esta obra que foi presença obrigatória na minha mesa de cabeceira.

Apesar das 624 páginas é de uma leitura apelativa e empolgante, de um grafismo irrepreensível na capa bem como nos mapas que nos enquadram a acção.

Uma dica para o futuro leitor, no final de cada capitulo surge em separado e em itálico um ou outro paragrafo em tom de relato, devem ter atenção a estes trechos pois mais para o avançar do livro eles farão sentido e conseguimos até ligá-los a algo…

O livro relata-nos uma sociedade dividida por um enorme fosso de indiferença, temos os nobres e temos os Skaa cujos mais afortunados ascendem ao estatuto de artesãos mas todos são tratados como se de gado se tratassem, no entanto sem a força motriz dos Skaa os nobres não sobrevivem e não conseguem pagar as taxas exigidas pelo Senhor Soberano e controladas pelos Impositores.

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É no meio deste ambiente opressivo que vamos encontrar Kelsier em deambulação e nos apercebemos que ele não é um Skaa normal, é mesmo reconhecido como o Sobrevivente, este reconhecimento é bastante importante no desenrolar da acção pois será a força e a inspiração para alguns momentos chave.

Também muito no inicio ficamos a conhecer Vin, uma jovem rapariga orfã que foi abandonada pelo irmão provando o mantra que sempre lhe incutiu, “Qualquer um te trairá, Vin. Qualquer um.” ficando ela às costas com uma suposta divida ao bando de ladrões Skaa que os tinha acolhido.

É durante um trabalho para o bando que os caminhos de Kelsier e Vin se cruzam, ponto de partida para uma evolução interior da própria Vin quando é convidada a participar num trabalho com o bando de Kelsier onde tudo vai contra o que conheceu toda a vida e onde pela primeira vez toma contacto com amizade verdadeira ao ponto de Kelsier lhe contar a verdadeira razão do seu plano.

Não menos importante é o papel de Sazed, um mordomo Terrisano que será incumbido de educar e preparar Vin para o seu papel no plano de Kelsier e que permitirá a Vin descobrir o amor.

Uma forma que conseguirmos também enquadrar parte desta sociedade é termos um pouco presente a multiplicidade religiosa da nossa própria sociedade e os diversos choques culturais e religiosos que fazem parte da nossa História, pois só assim entendemos a importância do Ministério na deificação do Senhor Soberano e podemos comparar directamente os Inquisidores de Aço com a Santa Inquisição

Adorei o livro e a forma como somos levados por entre desaires e sucessos, onde testemunhamos a evolução de Vin como mulher e Alomante, onde descobrimos teorias religiosas interessantes (no contexto do livro) que nos fazem pensar, onde vibramos com brilhantes cenas de acção e sofremos quando os personagens mais queridos correm perigo.

Spoiler Alert……

Devo dizer que apesar de ter entendido o plano de Kelsier, não tinha previsto o destino do mesmo muito menos o sacrifício planeado, se bem que para o plano resultar seria a única forma de provocar e “acordar” os Skaa.

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Fan Art de um Inquisidor de Aço at http://www.deviantart.com

Obviamente agora fico a salivar pela continuação, esperemos que a Saída de Emergência publique toda a saga, pois além da triologia Mistborn há uma segunda triologia bem como um standalone intermédio.

Para mais informações visitar o website da Editora Saída de Emergência.

Boas leituras a todos

Gustavo Mil-Homens

Opinião: “O Quinto Dia” – Frank Schätzing

Hoje trago um Eco-Thriller que poderíamos considerar como uma manual avançado de Ciências da Natureza pois de certo modo é vital para uma correcta compreensão da narrativa termos presentes alguns conceitos básicos dos diversos campos da biodiversidade e eco-esfera terrestre.

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“O Quinto Dia” de Frank Schatzing
Edição/reimpressão: 2007
Páginas: 920
Editor: Dom Quixote
ISBN: 9789722032377
Coleção: Ficções
Sinopse: COMO SERÁ O FIM DO MUNDO? ÉPICO, INTENSO E ASSUSTADORAMENTE REAL.
Acontecimentos bizarros, nas profundezas do oceano, perturbam os cientistas. No litoral do Peru, um pescador é atacado por um cardume.
Na costa do Canadá, baleias atacam embarcações turísticas. Furacões e tsunamis matam todos à sua passagem.

É o contra-ataque de um sistema que foi equilibrado antes de ser dilapidado pela intervenção humana. Ou seja: a teoria de que a actividade humana criou situações que afectam um equilíbrio delicado, que até agora abrigou formas de vida e ecossistemas complexos.

O mar é o instrumento de vingança.

O Quinto Dia revela a insurreição da natureza contra o homem, num cenário global.

Com o mundo à beira do abismo, uma verdade terrível é descoberta. O mais assustador é que essa verdade que Schätzing aqui descreve é, não apenas possível, mas bastante provável.

Frank Schatzing

Frank Schatzing estudou comunicação e criou uma empresa de publicidade em Colónia. Escreve desde 1990 e publicou o seu primeiro romance, Tod und Teufel, em 1995, e Lautlos, o seu primeiro thriller, em 2000. Com O Quinto Dia (Dom Quixote, 2007), alcançou grande notoriedade, nacional e internacional. Esse livro não só se tornou um best seller, como foi sempre muito elogiado pelo conhecimento que revela de biologia marítima, geologia e geofísica. Limite é o seu mais recente livro.

Caso estejam interessados poderão adquirir o livro através da WOOK

Opinião:

Antes de iniciar os meus comentários sobre a obra, além de reforçar a nota inicial sobre a temática faço outro aviso à navegação, trata-se de um livro para ler com calma e sem pressas (apenas tem 920 páginas), com uma elevada presença de conhecimentos científicos que pode obrigar por vezes o leitor a recorrer a meios externos para clarificar certos temas/teorias, se bem que o autor faz um excepcional trabalho na introdução de teorias na narrativa através de alguma explicação base. Paralelamente também é nos dado um claro retrato da industria petrolífera do Mar do Norte (de onde é atribuído o índice de Brent tão utilizado na nossa economia nacional como referencia para os produtos petrolíferos).

Poderá fazer uma certa confusão inicial ao leitor a acção não ser de forma linear tradicional centrada num personagem principal, trata-se de certa forma num romance em mosaicos, que nos leva a acompanhar várias personagens chave espalhadas por diversos cantos do globo em acções por vezes paralelas ou complementares.

Com diversos acontecimentos bizarros com origem no oceano em que cardumes de peixes atacam pescadores, baleias atacam embarcações turísticas, vários investigadores começam a tentar perceber as causas de tais alterações comportamentais e eventuais consequências ignorando por vezes as limitações impostas pelas entidades para as quais trabalham ao promoverem a troca de informações com os seus pares a nível académico.
Com o desenrolar da acção o autor faz uma fiel reprodução da situação geopolítica contemporânea ao mesmo tempo que nos põem a pensar: “E Se?”
Pois se retirarmos do enredo a causa ficcionada da revolta dos Oceanos deparamo-nos com um acutilante alerta às consequências de determinadas acções governamentais bem como ao possível exagero da aplicação de politicas de preservação da segurança nacional/mundial.
Nesta obra vamo-nos deparar com várias cenas de acção de um “grafismo” literário excelente, somos mesmo postos quase na pele dos intervenientes e com isso damos por nós a sofrer com os destinos de algumas das personagens e a criar alguns ódios de estimação. A narração paralela de diversos acontecimentos dá-nos quase a sensação de estarmos a assistir a uma grande reportagem que mostra os vários ângulos da peça, de modo a que conseguimos unir os pontos e calcular a causa/consequência do resultado da acção desenvolvida.
cumbre vieja effectPara mim deveria ser um livro referencia a ser utilizado ao nível escolar/académico como forma de ilustrar vários pontos e inclusive para desafiar alguns a simular os cálculos e gráficos de algumas das teorias e acções retratadas, a titulo de exemplo, o tão famoso colapso do vulcão Cumbre Vieja na Ilha de Palma nas Canárias que afectará Portugal e fará do mítico Terramoto de Lisboa um passeio no parque.
Assim me fico e desafio o leitor a descobrir se o colapso será evitado ou se Portugal ficará reduzido a um punhado de Serras com enormes braços de Mar por tudo quanto é sitio.
Gustavo Mil

Opinião – Merlin, Os Anos Perdidos de T. A. Barron (Ed. Presença)

Sendo eu um fã do Circulo Arturiano não podia deixar passar esta nova abordagem a uma das personagens mais memoráveis e importantes, o Mago Merlin.

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Merlin – Os Anos Perdidos por T. A. Barron (Autor)

Coleção: Diversos
Nº na Coleção: 75
Data 1ª Edição: 20/01/2015
Nº de Edição:
ISBN: 978-972-23-5449-3
Nº de Páginas: 304
Dimensões: 150x230mm
Sinopse:
Antes de ser Merlin, ele era apenas um menino, sem terra, sem memória, sem nome. Um mar tempestuoso lançara-o para as costas escarpadas do país de Gales, juntamente com uma mulher de extraordinária beleza que dizia ser sua mãe. Cinco anos mais tarde, estão a viver juntos numa aldeia, mas o rapaz sonha descobrir a verdade sobre si próprio e sobre os seus estranhos poderes, e parte em busca das suas origens.

Chega a uma ilha, Fincarya, que se assemelha ao paraíso na Terra, mas rapidamente se apercebe de que uma entidade maléfica, em conluio com o rei da ilha, Stangmar, ameaça destruí-la. Sem saber que Fincarya é a sua terra e Stangmar seu pai, o jovem empenha-se na salvação da ilha e do seu povo e, com a ajuda de um grupo de novos amigos – um pequeno falcão; Rhia, uma rapariga que fala com as árvores; e Shim, um gigante que tem o tamanho de um anão -, tenta entrar no castelo rodopiante do rei, enfrentando perigos inimagináveis.

Aventura, tesouros, criaturas mirabolantes, florestas frondosas, castelos em ruínas e muita magia num épico fantástico. Merlin – Os Anos Perdidos revela-nos os anos de juventude daquele que estava destinado a ser o maior mago de todos os tempos!

Podem ler um excerto no link da Presença.

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Opinião:

Antes de mais o meu agradecimento a dois grandes amigos que me ofereceram este livro pelo meu aniversário, um grande abraço Bruno e Jorge.

O livro em si tem uma capa bastante atractiva e inteligente, com um grafismo excelente que a Editorial Presença nos tem vindo a habituar, trata-se do livro um de uma saga de 5 titulos que entretanto foram incluídos como o inicio da Saga de Merlin do autor dividida da seguinte forma no Original: Lost Years of Merlin, Merlin’s Dragon trilogy, Great Tree of Avalon trilogy, totalizando 11 volumes com mais um extra ilustrado MERLIN: The Book of Magic, desconheço quais os planos da presença para a edição da continuidade da história, mas julgo que podemos esperar a publicação dos 5 títulos da Lost Years.

De uma leitura simples e direta facilmente nos pomos na pele do protagonista, o jovem Emrys, franzino e solitário que prefere trepar à mais alta das árvores da floresta em plena tempestade de modo a se sentir vivo do que tentar conviver com os outros rapazes do povoado e correr o risco de ser ostracizado por ser diferente.

Numa fase inicial o livro retrata bem o ambiente e mentalidade medievais bem como o conflito entre as diversas crenças pagãs e a nova religião, potenciando mesmo um confronto directo entre o jovem heroi e um outro rapaz com resultados marcantes e delineadores da busca das suas origens por Emrys.

A sua viagem leva-o a uma ilha misteriosa chamada de Fincayra, que facilmente associamos à mística Avalon dos relatos e contos arturianos, onde ocorre uma longa batalha entre o Bem e o Mal que se faz sentir na própria natureza da ilha, dividida em zonas verdejantes e cheias de vida e cores e em outras zonas mortiças com tons de sangue seco em que nada cresce e as próprias árvores perderam a esperança…

No entanto Emrys não vai enfrentar as diversidades sozinho, terá ao seu lado a bela Rhia sempre positiva, o pequeno gigante Shim super guloso mas apesar de temer pela própria vida mostrou ser dono de uma coragem imensa e mais importante, o “Problema”, um pequeno esmerilhão que defende o nosso herói até às ultimas consequências e que ficará para sempre gravado na sua memória.

Posso dizer que adorei o livro, estou curioso com o desenvolvimento que o autor irá dar a Emrys de modo a chegar a termos com a sua natureza mágica. Li o livro em duas noites pois o enredo apesar de simples está construído de forma a que queremos saber o que se segue, considero um bom livro de introdução ao Universo Literário do Fantástico mas também para leitores veteranos destas andanças pois trás uma nova ideia para um tema clássico.

Para mais informações sobre o livro, consulte o site da Editorial Presença.

Lledra

Hy gododin catann hue

Hud a lledrith mal wyddan

Gaunce ae bellawn wen cabri

Varigal don Fincayra

Dravia, dravia Fncayra.

Árvores e pedras caminhantes,

Os gigantes são esqueletos errantes.

Apesar de esta terra ainda conhecer a nossa dança,

Varigal coroa Fincayra.

Longa vida, longa vida a Fincayra.