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[Opinião] O Vale dos Malmequeres – de M. Lacroix – Chiado Editora

Chegou-nos ao correio esta surpresa por parte da Chiado Editora a quem agradecemos por se terem lembrado de nós, ainda meio incrédulos por termos sido agraciados com esta gentileza tratámos logo de ler a sinopse que nos deixou com curiosidade e vontade de pegar no livro. Por aqui consideramos um romance de história alternativa.

 

Autor: M. Lacroix
Data de publicação: Maio de 2017
Número de páginas: 436
ISBN: 978-989-774-199-9
Colecção: Viagens na Ficção
Género: Ficção

Sinopse:

Tal como uma árvore sem raízes não vinga, assim uma causa sem líder é inútil. Os jovens dos anos sessenta e princípios dos anos setenta foram obrigados a suportar sacrifícios incomensuráveis numa guerra colonial que os viria a marcar para toda a vida. A união que prevalecia entre eles quando regressaram à pátria, nunca surgiu com força capaz de fazer valer suas aspirações que não eram mais que o reconhecimento do martírio que haviam suportado. Faltou-lhes um líder. Alguém que unisse os elos da corrente tornando-a inconcussa. Alguém que abraçasse todos aqueles que numa desesperação aflitiva deixaram de acreditar na esperança, na vida. Este livro não fala sobre a guerra, antes descreve como teria sido tudo diferente se esse líder tivesse surgido. O romance além de espelhar uma multiplicidade de sentimentos conduz-nos a um mundo de esperança ainda que cientes das desgraças que possam advir.

O sonho necessita de dois ingredientes essenciais: vontade e determinação.

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Infelizmente sabemos pouco sobre o autor que julgamos ser um pseudónimo, tentaremos descobrir um pouco mais sobre o mesmo e descobrir de onde lhe veio a inspiração para esta obra.

Sendo o Gustavo ex-Militar dos tempos modernos mas interessado na História global, a primeira leitura ficou a cargo dele cuja a opinião damos a conhecer.

 

Opinião:

Com uma grande curiosidade para pegar nesta obra, fiz dela presença na minha mesa de cabeceira para aqueles finais de dia em que estamos cansados mas sem sono e sem paciência para futebois ou novelas.

Apesar de ter um tamanho considerável o livro é de uma leitura ligeira e agradável com um bom tamanho de letra que não cansa a vista, ressalva-se aqui e acolá alguns erros de formatação e parágrafos com espaçamento extra ou desenquadrado.

No inicio acompanhamos um ex-combatente a tentar localizar o grupo dos seus camaradas para realizar um convívio de reencontro passadas décadas desde a ultima vez que se viram.

Este grupo irá tornar-se no núcleo duro do enredo, iremos conhecer um pouco de cada membro que retrata milhares de ex-combatentes e como foi o desenrolar das suas vidas até aos nossos dias, o próprio grupo vai tentar unir-se para tentar ajudar todas as famílias da sua geração que de uma forma ou outra sentiram na pele as dificuldades do regresso dos veteranos de guerra.

Ao contrário de muitos livros que falam sobre a guerra do Ultramar e os ex-combatentes focando-se nos horrores vividos e sofridos ou analisando as causas e consequências desse mal este livro desde cedo é diferente no tom e no foco, apesar de não retratar por completo nem dar muito tempo de antena aos tempos da guerra, essa “nuvem” paira por cima dos personagens mas ao contrario do esperado, em vez de ter a carga negativa habitual, é a causa motivadora de todo o esforço e o suporte para o objectivo final, o bem estar da “família” de ex-combatentes, todo o livro se pauta por uma temática positiva, quase utópica, mas de uma forma tão coesa e verosímil que nos dá vontade de ir à procura deste grupo, arregaçar as mangas e ajudá-los nesta tarefa hercúlea.

Há momentos marcantes no livro, quer pelos detalhes deliciosos ou em contraponto pelo impacto que causa quer no leitor quer no próprio desenrolar do enredo.

Em poucas noites despachei a leitura tendo ficado com uma sensação “e se”… posso parecer parcial mas efectivamente a leitura deste livro faz-nos voltar a questionar certos valores que a sociedade tem como adquiridos mas que nos tempos que correm parecem ter sido corrompidos, alterados, perdidos… Fica a ideia de que o quadro que o livro propõe é bastante plausível e concretizavél mas acabando por concordar com a sinopse, falta um líder.

Aconselho vivamente a leitura desta obra e talvez um debate aberto não restrito aos ex-combatentes mas aberto a todos os ex-militares e à sociedade em geral.

Para mais informações sobre o livro podem consultar a página da Editora Chiado aqui onde está disponível quer para encomenda quer em eBook.

Mónica & Gustavo Mil-Homens

Opinião – O Filho Dourado – Alvorada Vermelha 2 – Pierce Brown

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Título Original: Golden Son

Sinopse:

Nascido Vermelho, Darrow trabalhava nas minas de Marte, suportando a dureza do trabalho enquanto sonhava com um mundo mais justo, uma sociedade livre da intriga e dos jogos de poder. Os Dourados, que escravizam e oprimem os restantes, só podem ser derrotados por uma rebelião das castas. Mas para que tal aconteça foi necessário que Darrow se tornasse num Dourado e, uma vez infiltrado, promovesse a revolta. Neste tão esperado segundo volume da trilogia Alvorada Vermelha, Darrow, agora um Dourado, vê-se confrontado com novos desafios. O seu sucesso atrai inimigos terríveis que usam a intriga e a política como arma. Porém, Darrow está determinado a defender o amor e a justiça, ideais seguidos por Eo, apesar de se saber rodeado por adversários sem escrúpulos que pretendem eliminá-lo.

Opinião:

O livro já foi lido à algum tempo. Mas o sentimento de coração cheio e emoções à flor da pele continua.
Se achei Alvorada Vermelha do melhor que já li até hoje, este segundo volume da Trilogia ultrapassou tudo. Não há como descrever em palavras um livro que te faz rir, chorar, sentir frio na barriga, sentir impotente, amar e odiar tudo na mesma proporção.

Neste volume continuamos a seguir a história de Darrow, um jovem Vermelho que nasceu numa sociedade injusta, cruel e dominada pelos “Dourados”. Com ele, sempre fieis (será?) os amigos que fez ao longo de todas as suas aventuras enquanto “Dourado” e através de voltas e reviravoltas, somos conduzidos ao inicio da revolução das castas, a favor de uma Sociedade livre e justa.

É uma obra violenta, sem poupar a detalhes, tem autênticas cenas de batalhas bélicas com apontamos Scifi brutais (é um livro Scifi sem dúvida) e claro a continuação de uma história de amor e desgosto, de ódio e reconciliação.

Para mim, a personagem que mais mexe comigo é o Sevro. Sou completamente fanática por aquele duende ranhoso, sem um olho e que não diz nada sem um palavrão. Ele e o seu grupo de uivadores fazem da experiência de leitura uma avalanche de emoções e do mais bem construido que vi nos ultimos tempos.

Estou muito expectante pelo terceiro e último volume (já editado internacionalmente) e pela adaptação a filme desta aventura como há muito não se via. Os títulos que ganhou no Goodreads e afins são mais que merecidos e não consigo dar 5 estrelas porque o sentimento são de ziliões de estrelas. Gostei, gosto e vou ficar para sempre com estas personagens na mente e no coração!

Mónica Mil-Homens

Opinião – A Espada de Gelo II Volume da Saga Four Elements – Ana Luísa Matos

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Sinopse:

Neste segundo volume da saga, a luta desigual contra a Rainha dos Seres Renegados adensa-se. As Princesas-Guerreiras continuam a busca pelo misterioso objecto, contudo dois novos súbditos da soberana ameaçam ferozmente o seu sucesso, revelando verdades passadas que porão em risco tudo aquilo em que acreditam.

Serena Moon descobre que o seu Príncipe prometido esconde um passado negro e desleal, todavia é seu dever encontrá-lo. Terá esta a coragem para confrontar James com as suas dúvidas, ameaçando ainda mais a sua instável relação? Permitirá Eric tal intento ou dificultá-lo-á, seduzindo Serena e levando-a por caminhos opostos?

Através de um perigoso ritual de incursão nas Trevas, Eric liberta finalmente as memórias encarceradas na Espada de Gelo, revelando respostas dolorosas e surpreendentes. Serão Serena e as amigas capazes de ultrapassar os seus piores receios? Como reagirão elas às consequências devastadoras da Profecia?

Escritas em papel ou incrustadas na lâmina, a Espada de Gelo reúne, assim, respostas há muito esperadas.

Opinião:

Gostei Muito. Gosto de começar uma opinião assim porque é importante realçar quando um livro mexe connosco. E este foi uma agradável experiência. Retomando onde a história acabou no “Diário de Arianna“, começam finalmente a ser desvendados segredos e começamos a perceber um pouco melhor o que a autora quer dar a conhecer com esta grande aventura . A história das vidas passadas das personagens é mais explorada e cimentada, dando uma reviravolta espectacular no final (apesar de eu já suspeitar eheheheheh) e deixando-nos presos e com vontade de ler o próximo volume.

Sem dúvida que a autora criou um Mundo cheio de magia, que faz com que os nossos sonhos de heroínas com super poderes e criaturas aladas se tornem quase reais ao longo da leitura e no final, quem é bom? Quem é mau? Quem sairá vencedor numa guerra que ninguém poderá ganhar?

Aconselho a leitura do primeiro volume antes de iniciar este livro, de forma a contextualizarem a história e o espaço temporal da mesma, apesar de poderem ler de forma isolada.

Agradeço desde já à Chiado Editora pela oportunidade e também à autora por esta experiência tão boa!

Mónica Mil

[Opinião] A Alvorada dos Deuses, Filipe Faria – Editorial Presença

Hoje trago-vos o ultimo livro do Filipe Faria autor da saga Crónicas de Allaryia também pela Presença.

 

 

filipe faria

Coleção: Via Láctea
Nº na Coleção: 129
Data 1ª Edição: 19/11/2015
Nº de Edição:
ISBN: 978-972-23-5706-7
Nº de Páginas: 176
SINOPSE:
No inverno de 1477, Berardo de Varatojo, padre franciscano estigmatizado, viaja para a distante Thule (Islândia) em busca de respostas para a sua crise de fé. Contudo, acaba raptado por desconhecidos antes de as conseguir encontrar. Os seus captores afirmam ser deuses, os sete destinados a sobreviver a um Crepúsculo dos Deuses de que nunca ouvira falar.
Aqueles que Berardo toma por feiticeiros pagãos confessam-se numa encruzilhada, culpando o Deus cristão pelo seu dilema. Segundo eles, o franciscano é precisamente a chave para a sua salvação, embora ele não consiga sequer conceber como.
Porém, essa é a menor das preocupações de Berardo, que se vê constantemente atormentado por visões e pesadelos de uma era antiga… E os seus captores não foram os únicos sobreviventes do Crepúsculo dos Deuses.
Um mal antigo persegue-os até às entranhas fogosas de Thule, onde deuses e crenças se confrontarão. E, onde Berardo terá de pôr cobro a uma disciplina imemorial, com o destino da própria Humanidade em jogo.
OPINIÃO:
Antes de mais um agradecimento à Presença por nos ter facultado o livro, em segundo um pedido de desculpas ao Filipe Faria pois não levei três horas a “despachar” esta obra mas prometo que retornarei a ela em momentos futuros para novas leituras.
Por forma a enquadrar historicamente a época retratada e reforçar o excelente trabalho do autor faço aqui uma breve introdução ao período em que esta narrativa decorre.
1477 faz parte do ultimo quartel do Séc. XV no final da época medieval (ou Idade Média) numa altura em que se assiste a uma grande expansão do Cristianismo para fora das antigas fronteiras do grande Império Romano e o choque de culturas que dai adveio. De relembrar que o Norte da Europa e a zona Escandinava mal sofreram influências directas do Império Romano, pelo contrário, o Império é que foi sendo alvo de influências oriundas dos povos “germanos” que chegaram ao ponto de serem escolhidos para a guarda pessoal do Imperador e posteriormente através de invasão terem levado à queda do Império. Assim é natural que a cultura nórdica tenha perdurado e resistido além da Romanização, no entanto com tantos elementos Germanos incorporados no Império e a posterior cristianização dos diversos povos de origem Nórdica que se expandiram por toda a Europa chegando mesmo ao nosso canto à beira mar plantado. Chamo também a atenção que para o Homem Medieval todas a figuras mitológicas como Manticoras, Hipogrifos, Leviatãs e Unicórnios existiam e São Jorge matou efectivamente um Dragão em defesa de uma princesa. Assim toda a mitologia nórdica era considerada pagã e atemorizava o mais comum dos mortais razão pela qual muitos homens de fé faziam seu objectivo de vida levar a palavra de Deus aos mais recônditos e selvagens cantos da terra criando para isso verdadeiros bastiões do Cristianismo.
É em plena viagem com destino a um destes bastiões que vamos encontrar Berardo de Varatojo emerso em questões que põe em causa a sua fé para as quais procura respostas que estariam assentes numa cópia de um documento guardado na longínqua Thule. Berardo consegue chegar ao seu destino e inicia os seus estudos, paralelamente é acometido por uns sonhos/visões sobre uma realidade diferente daquilo que conhece e que provocam um agudizar dos seus estigmas.
Porem os seus pacatos dias de estudo são interrompidos e Berardo vê-se envolvido com um grupo de estranhos feiticeiros pagãos que culpam o Deus cristão por ter roubado os seus fieis e os ter lançado num limbo para o qual Berardo será a chave, inicia-se assim uma nova viagem onde é sempre confrontado com inverdades religiosas e uma suposta realidade sem nexo. Falam-lhe dos salões de Valhalla aos quais não podem aceder, do Ragnarok que é nada mais nada menos que o equivalente ao Armagedão  Cristão.
Nesta obra o autor retrata-nos a mitológica Asgard após o embate com o Cristianismo que se apoderou de lugares chave fechando assim as portas aos deuses de Asgard.
Adorei a obra que de certa forma me fez lembrar outras duas sagas interessantes que roçam de formas diferentes várias figuras da mitologia bem como o choque de culturas e as suas consequências, O Códice de Merlin de Robert Holdstock e as incontornáveis Brumas de Avalon de Marion Zimmer Bradley. Com uma prosa gráfica (ou não tivesse sido originalmente um guião de BD) e directa que nos leva a reanalisar a Cristianização do mundo conhecido de uma forma romanceada mas ao mesmo tempo bem vivida quase real.
Dei cinco estrelas no Goodreads e mantenho a classificação, pode ter demorado a ver a luz do dia, mas julgo que valeu a pena o esforço, parabéns Filipe.
Para mais informações sobre o livro podem consultar a página da Presença.
Um abraço a todos e boas leituras
Gustavo

[Opinião] O Jornalista Americano de André Ferreira – Capital Books

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Lançamento: 13 de Novembro 2015
Autor : André Ferreira
Editor : Capital Books
ISBN : 9781518675409
EAN : 978-1518675409
Encadernação : Capa mole

Sinopse:

Esta é uma história passada em Lisboa cujo protagonismo está a cargo de um jovem jornalista Norte-Americano chamado William Davis Jameson a quem foi diagnosticado stress-pós-traumático depois de ter vivenciado um atentado terrorista ocorrido na estância turística de Sharm El-Sheikh. Os efeitos-secundários da patologia diagnosticada a William serão não só as alucinações constantes daquilo que viveu no dia do acto extremista como também das visões do passado de uma mulher chamada Isabel que viveu em Lisboa no Século XVI aquando da entrada do Santo-Oficio em Portugal. Será através de Isabel, que nos será introduzida a personagem Miguel,que será o vilão da história e que provocará grandes transformações na mulher. O objectivo desta história será descobrir qual a ligação de William com Isabel e Miguel.

De modo a criar uma ligação entre estas duas épocas estão as personagens de Agar e Miguel. Elas são uma simbiose de todas as criaturas sobrenaturais existentes no imaginário universal a quem foram conferidas características humanas levando-as a questionar-se sobre a sua própria origem e sobre os defeitos e as virtudes do Homem.

“O Jornalista Americano” pretende então ser uma história sobre o homem comum surpreendido por um acontecimento que está acima da sua compreensão contada de forma dinâmica que decorre num cenário belo e cosmopolita e que tem como pano de fundo um tema complexo e intemporal.

Opinião:

Antes demais nada, parabéns ao André pela criatividade com que escreveu esta obra. Não é para todos, criar logo um universo com esta complexidade e ser bem sucedido.

Este livro surpreendeu-me de várias formas. Primeiro, aviso já que é para ler tudo com bastante atenção senão perdem-se na história. História essa pautada por saltos temporais e reencarnações de personagens cheias de significado para a narrativa.

No fundo, o autor criou aqui um Universo em que Criaturas do nosso imaginário e Humanos se confrontam e complementam, e se debate essencialmente a essência da vida Humana, os seus valores e o que as suas atitudes podem ou não determinar vidas futuras. Seremos nós guiadores por seres alados ou somos nós a lhes dar orientação?

Imaginem o mais comum dos mortais, ver-se de repente envolvido numa situação grave para além da sua compreensão e ser parte fundamental para a resolução (de parte) da mesma. Sim, parte, porque após lermos ficamos com a ideia que a história de facto não fica por aqui. A confusão mental que é gerada após William ter sobrevivido (não sabe bem como) a um atentado terrorista, torna ainda tudo mais emocionante quando ele descobre o que é que efectivamente aconteceu e quem efectivamente é. E que infelizmente nem sempre são os bons que ganham logo.

É uma escrita complexa, mas ao mesmo tempo rica em detalhes, com localizações e cenários e descrições de época fantásticas e personagens cativantes.

Gostei bastante, volto a dizer que não foi uma leitura de compreensão fácil (porém saí da minha área de conforto a nível de leituras) e gostava bastante que esta obra chegasse a muitos lares portugueses e não só.

VAMOS APOIAR OS AUTORES PORTUGUESES!

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Mónica Mil

[Opinião] The Young World: O Mundo Novo Chris Weitz – Editorial Presença

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Título Original: The Young World
Tradução: Rita Figueiredo
Páginas: 296
Coleção: Via Láctea Nº 130
PREÇO SEM IVA: 15,00€ / PREÇO COM IVA: 15,90€
ISBN: 978-972-23-5556-8
Código de Barras: 9789722355568

Sinopse:

Uma misteriosa doença assola a humanidade e os adolescentes são os únicos que conseguem sobreviver. Jefferson é o líder de Washington Square, uma tribo civilizada no meio do caos. Mas a descoberta de uma pista para a cura da Doença impele Jeff, Donna e mais três amigos à procura de respostas. Juntos, enfrentam o perigo numa viagem pelo desconhecido onde são perseguidos por animais selvagens, tribos cruéis e inimigos inesperados. Com eles, testemunhamos um cenário apocalítico em que a chegada à maioridade significa morte pela Doença. Haverá esperança para este Novo Mundo?

Chris Weitz nasceu no ano de 1969 em Nova Iorque. Formou-se em Literatura Inglesa no Trinity College, em Cambridge, e é produtor e realizador. Com o seu irmão, Paul Weitz, realizou e escreveu inúmeros filmes, nomeadamente Era uma vez um rapaz, em 2002, baseado no livro de Nick Hornby, o qual foi nomeado para o Óscar de Melhor Argumento Adaptado, A bússola dourada, em 2007, e Crepúsculo, Lua Nova, em 2009. The Young World: O Mundo Novo é o seu primeiro romance, adquirido para publicação em cerca de 20 países e conta já com os direitos cinematográficos comprados pela Warner Brothers.

 

Opinião:

Começo a ser suspeita nas minhas opiniões a estes livros cuja temática é o Fim do Mundo como o conhecemos, mas a verdade é que não me canso e é sem dúvida nenhuma o meu género de leitura de eleição.

Mais uma vez foi pegar no livro pela manhã de folga e acabar à noite. Porque não se consegue parar de ler e é simplesmente viciante a forma como toda a narrativa é conduzida. Existem todos os elementos das habituais Distopias/Mundos pós-apocalípticos e este livro não é diferente dos demais que já lemos, com toda a sua componente da sobrevivência do mais forte, de laços afectivos e de uma proximidade do que hipoteticamente nos poderia acontecer na realidade. Mas não é por ser semelhante aos demais que é menos interessante, pelo contrário.

Uma das diferenças que encontrei face ao que tenho lido, foi que o espaço temporal em que se deu o fim do Mundo (para adultos e crianças) é recente, fala-se em 2011/2012 e ao longo do livro temos uma ideia de como seria perder de repente além dos nosso entes queridos, tudo com o qual não sabemos viver agora. Até no Facebook se fala com nostalgia e carinho, do iphone, das roupas de marca. Uma doença desconhecida, levou adultos e crianças, deixando os adolescentes por sua conta e riscos. Mas só até aos 18 anos, idade em que a doença se manifesta e mata em muito pouco tempo, de forma cruel.

Este grupo protagonista do livro é um grupinho de miúdos adolescentes caricatos, todos muito diferentes mas unidos pelo instinto de quererem mais, de quererem descobrir o que lhes levou a vida tal como lhes era familiar. Numa Nova Yorque liderada por “Tribos” de miúdos rivais, o nível de violência é grande e só vão resistir os mais fortes e destemidos. Somos conduzidos pela sua aventura na exploração da cidade, fora da sua “praça” onde sabem que poderão triunfar ou perecer perante as ameaças. Num Mundo onde já não existem regras, mais uma vez as desigualdades sociais são determinantes para quem manda e para quem é mandado.

Adorei , adorei, adorei o livro e adorei a reviravolta final, ficando completamente em pulgas para ver a Editorial Presença lançar o próximo (que já saiu em inglês).

Recomendado a fãs de Distopias e de uma boa história cheia de acção e emoção.

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Para mais informações consultar o website da Editorial Presença aqui.

Obrigado pela oportunidade de leitura!

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Mónica Mil-Homens

Opinião – Segunda Vida, de S.J. Watson – Jacarandá Editora

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Edição/reimpressão:2015
Páginas: 408
Editor: Jacarandá Editora
ISBN: 9789898827135
Coleção: Jacarandá Literatura

Sinopse:

O muito aguardado novo thriller psicológico do autor do bestseller Antes de Adormecer…
Ela ama o marido.
Ela está obcecada por um estranho.
Ela é uma mãe dedicada.
Ela está preparada para perder tudo.
Ela sabe o que está a fazer.
Ela está a perder o controlo.
Ela é inocente.
Ela é totalmente culpada.
Ela está a viver duas vidas.
Ela pode perder ambas. Citações «Uma espécie de Atração Fatal adaptado à era digital, mas com uma reviravolta determinante… Watson é um mestre na criação de revelações surpreendentes.» | Evening Standard «Uma leitura absorvente – com um enredo engenhoso, personagens convincentes e uma premissa inquietante que desagua numa conclusão verdadeiramente perturbadora. Segunda Vida é a prova sólida de que Watson não terá apenas um êxito.» | Independent «Um retrato intenso e cativante. A desintegração de Julia é comovente e realça a formidável personalidade de Watson como escritor: confirma-se que é uma estrela.» | Daily Mail

S.J. Watson
O primeiro romance de S. J. Watson, Antes de Adormecer, tornou-se um estrondoso sucesso internacional. Bestseller em todo o mundo, venceu o Crime Writers’ Association Award para Melhor Romance de Estreia e o Galaxy National Book Award para Thriller do Ano. O filme baseado no livro, com Nicole Kidman, Colin Firth e Mark Strong como protagonistas e realização de Rowan Joffe, estreou em setembro de 2014.

S. J. Watson nasceu nas Midlands e atualmente vive em Londres.

 

Opinião:

Não me desiludiu. Já vi que este autor é mestre nas voltas e reviravoltas que nos deixam com um nó na garganta. Tal como em “Antes de Adormecer” estamos até ao final da narrativa sem saber ao certo o desfecho. E isso não é para todos, o cativar o interesse do leitor até ao fim sem se tornar aborrecido.
Somos apresentados à história de Julia, uma mulher com um passado conturbado na sua idade de jovem adulta, fotógrafa, e que actualmente vive com o esposo, um respeitado cirurgião e o seu filho. A única questão é que o filho não é seu, é da irmã que acabaram de assassinar.  E a partir dai somos conduzidos por um mistério e por uma demanda de Julia para descobrir quem assassinou a sua irmã, custe o que custar. Julia envolve-se numa autêntica teia, numa vida dupla, traída pelos seus próprios sentimentos e pelo passado que a assombra e em dado momento achamos mesmo que não há retorno.

Com uma temática bastante actual, os websites de encontros online e os benefícios/malefícios dos mesmos, Julia envolve-se de tal forma que já não sabe quem é, que já não se identifica consigo mesma e a única coisa que sempre quis, descobrir o assassino da sua irmã, pode levá-la à sua própria destruição.

É um livro para adultos sem dúvida devido ao tipo de narrativa e de frases de conteúdo explicito e que se lê de forma rápida, intuitiva e na verdade só queremos mesmo saber como termina. E digo-vos já que o final é… sem palavras. Leiam!

Recomendo, sou fã deste autor sem dúvida e quero ler mais dele.

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Para mais informações consultar o website da Jacarandá Editora aqui 

Obrigado Manuela Feijão pela oportunidade de leitura!

Mónica Mil-Homens

Opinião – Os últimos na Terra – Robert C. O’Brien – Editorial Presença

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Título Original: Z for Zachariah
Tradução: Paulo Emílio Pires
Páginas: 168
Coleção: Via Láctea Nº 127
ISBN: 978-972-23-5719-7
Data de Publicação: 7 Outubro 2015

FILME ESTREOU EM PORTUGAL
A 22 DE OUTUBRO

O FILME:

Trailer da adaptação cinematográfica:

Elenco: Margot Robbie (O Lobo de Wall Street), Chiwetel Ejiofor (12 Anos Escravo) e Chris Pine (Star Trek into Darkness)

O LIVRO:
3.7 estrelas na Amazon.com
3.6 estrelas no Goodreads

Direitos do livro vendidos para: Estados Unidos, Reino Unido Taiwan, China, Holanda, Japão, Coreia, Polónia,Tailândia e Itália.

Ann Burden tem apenas dezasseis anos e está completamente sozinha. O mundo como o conheceu já não existe, devastado por uma guerra nuclear que lhe levou todos aqueles que amava. Durante o último ano viveu num vale remoto, sem qualquer sinal de outros sobreviventes. Mas o fumo de uma fogueira distante quebra a solidão de Ann. Mais alguém sobreviveu e segue em direção ao vale. Quem será aquele homem? Quais serão as suas intenções? Poderá Ann confiar nele? Expectante e apavorada, Ann rapidamente compreende que podem existir coisas mais aterradoras do que ser a última pessoa na Terra.

Biografia: Robert C. O’Brien (1918-1973) nasceu em Brooklyn, Nova Iorque. Frequentou o Williams College e licenciou-se na Universidade de Rochester. Foi editor e escritor das revistas Newsweek, Pathfinder e National Geographic.É o autor dos livros juvenis The Silver Crown, A Report From Group 17 e Mrs. Frisby and the Rats of NIMH com o qual ganhou o prémio Newbery.Os Últimos na Terra, o seu último livro, ainda não estava concluído no momento da sua morte em 1973. Os capítulos finais foram escritos pela mulher e uma das filhas a partir das notas que o autor deixou, tendo sido publicado postumamente.Foi traduzido para mais de uma dezena de países e conta com uma adaptação ao cinema.

Opinião:

Este é daqueles livros que é para começar a ler e acabar no mesmo dia e assim foi (em apenas umas horas). É se tal forma interessante, empolgante e desafiante que nos deixa de água na boca para lermos. Num Mundo (ai como eu gosto disto!) devastado cuja população foi quase toda dizimada por uma terrível Guerra nuclear, Ann sente-se a única pessoa ainda viva e aprendeu a sobreviver com o (pouco) que a terra não contaminada ainda lhe dá. Mas tudo muda quando alguém aparece, alguém ao fim de tanto tempo sozinha. Somos quase impelidos a perceber se será a salvação de Ann ou se poderá ser a sua perdição. Numa reviravolta fantástica, um hino à sobrevivência do mais forte,  ficamos tocados e comovidos em como sobreviver se torna tão fácil mas ao mesmo tempo tão complexo. E o quanto devemos confiar sempre nos nossos instintos. Quando a morte está tão presente num livro é normal que nos emocionemos e que sejamos mais susceptíveis a sentir aquilo que estamos a ler.

Com uma escrita simples, uma narrativa corrida e de fácil interpretação, fiquei rendida a mais esta história sobre aquilo que um dia nos poderá vir a acontecer enquanto humanidade.

Infelizmente, após ler o livro fui com muita curiosidade ver se o filme valia a pena e não, não vale. Não tem nada a ver com o que li e isso desanimou-me muito 😦

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Para mais informações consultar o website da Editorial Presença aqui, à qual agradeço mais uma vez a oportunidade desta leitura.

[Opinião] – A Hora Solene Trilogia Freelancer – Livro III Nuno Nepomuceno – TopBOOKS

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Lutai, vós homens de valor.
Edição/reimpressão:2015
Páginas: 430
Editor: Top Books
ISBN: 9789897060021

LANÇAMENTO :  partir de 11-11-2015

Sinopse:

Numa fria noite de tempestade, um homem é esfaqueado e deixado abandonado no meio de uma rua de Londres. A poucos quilómetros de distância, um procurado terrorista de nome O Gótico entrega-se voluntariamente aos serviços de inteligência britânicos. Ao mesmo tempo, um avião sofre um violento atentado sobre os céus da Irlanda, enquanto um surpreendente vídeo é entregue na redação de uma famosa cadeia de televisão.

Bem no centro destes acontecimentos que aparentemente nada têm em comum, está André Marques-Smith. Importante funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o espião português lança-se numa demanda impossível pela verdade. Mas não está sozinho. Foragidos, dois antigos colegas regressam e revelam ao mundo tudo o que está por detrás do Projeto Lebodin. E há ainda uma mulher. Em parte incerta, esta misteriosa espia de feições orientais poderá ser a chave de todo o mistério. Mas que explicação haverá para o seu desaparecimento?

Conseguirão os dois agentes alguma vez ficar juntos?

Através de uma viagem frenética por entre os deslumbrantes cenários reais de Londres, Hong Kong, Macau, Praga, Belize, Moscovo e Lisboa, as missões multiplicam-se, os disfarces sucedem-se. Questões sobre ética, moral, família e o valor da vida humana são levantadas. E uma teia de meias-verdades, ilusões, e complexas relações interpessoais é finalmente desvendada no capítulo final de uma série que já estabeleceu novos patamares para a ficção nacional.

Inspirado num discurso de guerra de Winston Churchill, depois de atingir a consagração com A Espia do Oriente, o vencedor do Prémio Literário Book.it 2012 com O Espião Português, Nuno Nepomuceno regressa para a terceira e última parte da trilogia Freelancer. Um romance de espionagem imprevisível, no já característico estilo sofisticado e intimista do autor, onde os valores tradicionais da cultura portuguesa se fundem com uma abordagem inovadora e única que o irá surpreender.

Nuno Nepomuceno

Nuno Nepomuceno nasceu em 1978, nas Caldas da Rainha. É licenciado em Matemática pela Universidade do Algarve e reside na região Oeste.
Em 2012, venceu o Prémio Literário Note! com O Espião Português, o seu primeiro romance.
Para mais informações, por favor consultar http://www.nunonepomuceno.com.

Opinião:

Já começa a ser difícil dar a minha opinião sobre os livros do Nuno, estando com medo de me tornar repetitiva… mas quem o manda escrever narrativas poderosas, fortes e com qualidade de excelência?

A espera não foi muita, mas foi muito aguardada e não me desiludi mais uma vez. Sabem que eu comecei apenas a ler a trilogia Freelancer este ano por generosidade do Nuno que me ofereceu  e à BibiliotecaMil “O Espião Português”, porque ainda não tinha conseguido adquirir o livro (até porque procurei a primeira edição aquando ele foi vencedor do prémio Literário Book.it e nunca encontrava) ,mas sempre quis ler e estava na minha wishlist desde sempre. Adoro livros de espionagem e uma sinopse como a do “O Espião Português” é atractiva para qualquer fã do género. Verdade seja dita que fiquei completamente viciada na história, apaixonada pelo André Marques-Smith (desculpa Gustavo, mas é verdade) e com “A Hora Solene” foi o culminar de todas as emoções.

Ficando nós num autêntico “cliffhanger” de roer as unhas em “A Espia do Oriente”,  neste “A Hora Solene” temos as respostas a todas as nossas dúvidas. É o verdadeiro terminar, atar pontas soltas. É uma verdadeira história de amor puro em todas as suas facetas. É na verdade aqui que percebemos as intenções do Nuno na condução da narrativa da trilogia e de facto é de uma qualidade garantidamente acima da média.  Uma das características que tenho que enaltecer é o trabalho cuidadoso com que o Nuno descreveu cada um dos locais onde se desenrola a acção. É de louvar todos os detalhes minuciosos, pedacinhos que nos conseguem colocar lá em cada um desses locais sem nunca sequer temos imaginado lá ter ido ou visto. Parabéns por isso e obrigado pelas viagens.
Também o tema principal abordado, a modificação/o aperfeiçoar genético, a criação de seres vivos em laboratório por entidades que se acham “Deus” é actual e ainda dá mais interesse a toda a trama.
Temos aqui um livro que é acção pura do inicio ao fim, sem paragens para respirar, para pensar, e somos impulsionados a ler até chegarmos ao fim, onde todas as respostas são dadas. E temos mesmo muitas surpresas e sangue. Só não gosto mesmo é da Mariana.

E o fim, caros leitores, é o fim que todos nós queríamos. Eu estava a acabar o livro quando o Gustavo entrou em casa após um dia de trabalho e toda eu era sorriso aberto e lágrimas nos olhos. Porque é assim que ficamos quando nos temos que despedir de personagens que passamos a amar, que passam a ser parte de nós de forma eterna. Esta é uma dessas trilogias/livros, que nos deixam um pedaço delas dentro de nós.

Por isso Nuno Nepomuceno, OBRIGADO pela experiência maravilhosa de conhecer o André, a Anna, o Kimi e o Tommy, todos os outros e claro… a Diva!!!!  Obrigado por teres posto um pedacinho de ti, dessa tua maneira de ser, desse sorriso,nesta tua, nossa (dos teus fãs) história.
E quero sem dúvida nenhuma ler mais escrito por ti. Com esta qualidade de escrita é imperativo que te mantenhas a escrever por muitos e longos anos, porque tens talento e acima de tudo és de uma generosidade ímpar com todos nós, teus fãs e isso não tem preço.

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Opinião ao “O Espião Português” aqui e “A Espia do Oriente” aqui.

Mónica Mil-Homens

Opinião – Peregrino ( I Am Pilgrim) de Terry Hayes – TOPSELLER


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Edição/reimpressão:2015
Páginas: 656
Editor: TopSeller
ISBN: 9789898491770

Sinopse:
Uma corrida vertiginosa contra o tempo e um inimigo implacável.

Uma jovem mulher brutalmente assassinada num hotel barato de Manhattan.
Um pai decapitado em praça pública sob o sol escaldante da Arábia Saudita.
Os olhos de um homem roubados do seu corpo ainda vivo.
Restos humanos ardendo em fogo lento na montanha de uma cordilheira no Afeganistão.
Uma conspiração para levar a cabo um crime terrível contra a Humanidade.
E um único homem para descobrir o ponto preciso onde estas histórias se cruzam: Peregrino.

Opinião:

Antes demais esta opinião é mesmo muito pessoal. Vivi este livro de forma muito particular e acabei de o ler no dia 12 de Novembro, 1 dia antes dos atentados em Paris. Ainda tocada pelo poder deste livro, afectada por aquilo que fui lendo, as emoções ainda se afloraram mais e a indignação também.

É um livro longo. Fiquei frustrada porque queria ler mais e por falta de tempo, porque os dias são ocupados a 100% com a actividade profissional, não li como queria nem quanto queria. Quando pegava nele queria sempre saber mais e acabava sempre por ler apenas um capitulo ou dois.

Estava muito curiosa pela sinopse, pelo “barulho” que se fez em torno da obra e de facto, é mesmo para se fazer “barulho”. É uma narrativa de tal forma bem construída, bem organizada e metódica que foi constante a sensação de estar numa sala de cinema em 3D a ver tudo o que se passava, a sentir cada vitória, cada derrota, cada bala, cada ferida.

Como já mencionei em algumas vezes, sou uma pessoa extremamente sensível.  Daquelas pessoas que não mata uma mosca literalmente. Daquelas que chora a ver a novela. Este livro foi assim um desafio para mim, para ultrapassar parte da minha fobia à violência (mesmo que em livros). Arrepiei-me, cocei-me, desviei os olhos mas li e superei medos. E sim é um livro violento. Violento como os atentados terroristas a que temos assistido. Violento porque retrata de forma nua e crua o modus operandi de “bons” e “maus”. De como as nossas vidas estão todas interligadas e acabam sempre por se cruzar. E de como nunca mas nunca ninguém sai verdadeiramente vencedor numa guerra.

Toda a temática em torno do livro foi-me mesmo muito pessoal. Sou daquelas pessoas que sofreu muito aquando o 11 de Setembro e que li tudo sobre o assunto. Mas o que mais me comoveu foram as histórias de coragem de quem sobreviveu ou viu morrer para ajudar a sobreviver e aqui também se fala disso. E fala-se de muito mais.

De um lado um Homem do bem que já praticou o mal e é um fantasma neste Mundo, Peregrino. Do outro , um homem que viu a praticarem o mal e tem sede de vingança. É aterrador como somos confrontados com uma realidade tão próxima de como “se constrói a mente de um terrorista”. Brilhante mas ao mesmo tempo nos deixa com a sensação que não é só uma história banal, mais um Thriller para inglês ver, é uma história que pode muito bem ser a próxima de uma nação inteira. E é também uma história de amor puro, do mais puro que existe.

Com personagens sólidas, reais (tão reais), com cenários assustadoramente conhecidos, ” O Peregrino” é sem dúvida um livro que nos marca, que nos deixa a pensar, que nos ensina uma grande lição de civilização.  Gostava muito de ver adaptado a filme e julgo que isso vá mesmo acontecer. E não, não existem cenas mortas, não existem capítulos enfadonhos (até porque são curtos). É acção, do principio ao fim.

Julgo não ter adicionado nada extra às centenas de opiniões já elaboradas, mas esta é a minha e escrevo-a de coração aberto.

Um agradecimento muito especial à Joana Freitas da 20|20 Editora, pela gentileza de nos ter cedido o livro à BibliotecaMil.

Recomendo vivamente a leitura, de mente e coração aberto,

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Mónica Mil-Homens